SER PROSTITUTA: O SENTIDO DO TRABALHO MORALMENTE INACEITAVEL - Being a Prostitute: the Meaning of a Work Morally Unacceptable

Késia Aparecida Teixeira Silva, Guilherme Freitas Borges, Flávia Luciana Naves Mafra, Mônica Carvalho Alves Cappelle

Resumo


Em sua pesquisa sobre o sentido do trabalho junto a administradores, realizadas entre 1994 e 1998, Morin (2002) apresentou seis características do trabalho que tem sentido, dentre elas, a que postula que para ter sentido o trabalho deve ser moralmente aceitável. Diante deste resultado questionou-se qual seria o sentido do trabalho moralmente inaceitável. Optou-se, então, por investigar uma categoria considerada imoral na sociedade: as prostitutas. Para tanto, buscou-se apreender o sentido que essas mulheres atribuem ao trabalho sexual realizado, bem como descrever sua trajetória e a percepção que têm da atividade que desenvolvem. Adotou-se uma abordagem de pesquisa qualitativo-descritiva, realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas e observação não-participante. A interpretação dos dados baseou-se na perspectiva construcionista social e, portanto, utilizou-se a proposta de análise da produção de sentidos. Por meio de entrevistas junto a essas profissionais, observou-se que o trabalho para elas não deixa de ter um sentido, no entanto este se volta para sua sobrevivência e dos familiares e para a possibilidade de consumir aquilo que desejam. 


Texto completo:

PP. 215-246 PDF

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