Qualidade de vida e bem-estar no trabalho de motoristas chapecoenses

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/1679-1827.2022.248300

Palavras-chave:

Comportamento organizacional, Qualidade de vida, Bem-estar no trabalho.

Resumo

Objetivo: Considerando a importância do trabalho para as pessoas, propõe-se neste estudo analisar a relação entre qualidade de vida e bem-estar no trabalho de moto-ristas do transporte coletivo urbano chapecoense.

Método/abordagem: Trata-se de um censo, com abordagem quantitativa, descritiva, survey e de corte transversal. Os participantes foram todos os motoristas de trans-porte coletivo urbano de Chapecó, Santa Catarina, e os questionários foram aplica-dos entre agosto e outubro de 2018.

Contribuições teóricas/práticas/sociais: A pesquisa possui contribuição empírica, já que apresenta potencial para orientação de práticas de gestão de pessoas de acordo com características demográficas do público investigado, bem como, propõe refle-xões sobre aspectos que podem ser melhorados e/ou potencializados a partir dos resultados das correlações.

Originalidade/relevância: Constataram-se correlações significativas entre aspectos físicos e do meio ambiente com compromisso e satisfação, e entre aspectos físicos, psicológicos e de relacionamento social com envolvimento no trabalho. Há influên-cia mútua entre o contexto do trabalho e da vida cotidiana.

Biografia do Autor

Duana Catarina Gerhardt Gnoatto, Universidade do Oeste de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Administração, Chapecó, Santa Catarina, Brasil

Mestrado Profissional em Administração (MPA)

Corina De Sousa Rodrigues Maschio, Universidade do Oeste de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Administração, Chapecó, Santa Catarina, Brasil

Mestrado Profissional em Administração (MPA)

Anderson Rodrigo Danette, Universidade do Oeste de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Administração, Chapecó, Santa Catarina, Brasil

Mestrado Profissional em Administração (MPA)

Patrick Zawadzki, Universidade do Oeste de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Administração, Chapecó, Santa Catarina, Brasil

Doutorado Acadêmico em Administração

Sayonara de Fátima Teston, Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

Mestrado Profissional em Administração (MPA)

Doutorado Acadêmico em Administração

Referências

Adriano, J. R., Werneck, G. A. F., San-tos, M. A. D., & Souza, R. D. C. (2000). A construção de cidades saudáveis: Uma estratégia viável para a melho-ria da qualidade de vida? Ciência & Saúde Coletiva, 5(1), 53-62.

Albuquerque, A. S., & Tróccoli, B. T. (2004). Desenvolvimento de uma es-cala de bem-estar subjetivo. Psicolo-gia: Teoria e Pesquisa, 20(2), 153-164.

Alcantara, V. C. G., Silva, R. M. R. C. A., Pereira, E. R., Silva, D. M., & Flo-res, I. P. (2020). O trânsito urbano e os fatores estressantes percebidos por motoristas de ônibus: Estudo feno-menológico. Revista Enfermagem UERJ, 28, 1-6.

Auto Viação Chapecó LTDA (n.d.) Au-to Viação Chapecó: Nossa história. https://www.avchap.com.br/about-3

Battiston, M., Cruz, R. M., & Hoff-mann, M. H. (2006). Condições de trabalho e saúde de motoristas de transporte coletivo urbano. Estudos de Psicologia (Natal), 11(3), 333-343.

Braga, L. T., Andrade, T., Estivalete, V. F. B., Oliveira, J. M., & Costa, V. F. (2017). Valores organizacionais: Pre-ditores do bem-estar no trabalho? Gestão & Regionalidade, 33(99), 170-187.

Ceribeli, H. B., & Mignacca, T. P. (2019). Uma análise da influência da flexibilização do trabalho sobre a sa-tisfação do trabalhador e o compor-tamento de cidadania organizacional. Gestão.Org: Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, 17(1), 102-118.

Contrato n. 224/2019, de 22 de maio de 2019. Concessão para prestação do serviço público de transporte coleti-vo regular do município de Chapecó processo licitatório n. 207/2018 [Pre-feitura de Chapecó, SC]. Disponível em https://drive.google.com/file/d/15uLcJeO29q19i0z7tK5DyhrvEk7Lh4v_/view?usp=sharing

Corrêa, J. S., Lopes, L. F. D., Almeida, D. M., & Camargo, M. E. (2019). Bem-estar no trabalho e síndrome de Bur-nout: Faces opostas no labor peniten-ciário. Revista de Administração Mac-kenzie, 20(3), 1-30.

Corrêa, W. A., & Seguin, J. (2020). Transporte coletivo de Curitiba e re-gião metropolitana: A percepção dos motoristas de ônibus. Revista Mundi Engenharia, Tecnologia e Gestão, 5(4), 249/01-249/26.

Daniels, K. (2000). Measures of five aspects of affective wellbeing at work. Human Relations, 53(2), 275-294.

Del Prette, Z. A. P., & Del Prette, A. (2011). Psicologia das habilidades sociais: Terapia, educação e trabalho (8a ed.). Pe-trópolis: Vozes.

Dessen, M. C., & Paz, M. G. T. (2010). Bem-estar pessoal nas organizações: O impacto de configurações de poder e características de personalidade. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26(3), 549-556.

Diener, E. (1984). Subjective well-being. Psychological Bulletin, 95(3), 542-575.

Diener, E. (2000). Subjective well-being: The science of happiness and a proposal for a national index. Ameri-can Psychologist, 55(1), 34-43.

Diener, E., Suh, E. M., Lucas, R. E. & Smith, H. L. (1999). Subjective well-being: Three decades of progress. Psycho-logical Bulletin, 125(2), 276-302.

Estivalete, V. F. B., Andrade, T., Faller, L. P., Stefanan, A. A., & Souza, D. L. (2016). Suporte social e suporte orga-nizacional como antecedentes do bem-estar no trabalho: A perspectiva de colaboradores de uma empresa de logística ferroviária. Revista de Admi-nistração da UNIMEP, 14(2), 31-56.

Farsen, T. C., Boehs, S. T. M., Ribeiro, A. D. S., Biavati, V. P., & Silva, N. (2018). Qualidade de vida, bem-estar e felicidade no trabalho: Sinônimos ou conceitos que se diferenciam? In-teração em Psicologia, 22(1), 31-41.

Finney, S. J., & Distefano, C. (2006). Nonnormal and categorical data in structural equation modeling. In G. R. Hancock, & R. O. Mueller (Eds.). Structural equation modeling: A second course. Information Age Publ.

Fischer, A., & Lückmann, L. C. A. (2020). Mesorregião Oeste Catarinense: Análise comparativa de indicadores demo-gráficos, econômicos e educacionais de Santa Catarina. UNOESC.

Fleck, M. P. A., Leal, O. F., Louzada, S., Xavier, M., Chachamovich, E., Vi-eira, G., Santos, L., & Pinzon, V. (1999). Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da OMS (WHOQOL-100). Brazilian Jour-nal of Psychiatry, 21(1), 19-28.

Fleck, M. P. A., L. S, Xavier, M., Cha-chamovich, E., Vieira, G., Santos, L., & Pinzon, V. (2000). Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref”. Revista de Saúde Pública, 34(2), 178-183.

Gondim, S. M. G., & Siqueira, M. M. M. (2014). Emoções e afetos no trabalho. In J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade, & A. V. B. Bastos (Orgs.). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil (2a ed., Cap. 7, pp. 285-315). Artmed.

Lodahl, T. M. & Kejner, M. (1965). The definition and measurement of job involvement. Journal of Applied Psy-chology, 49(1), 24-33.

Malvezzi, S. (2014). Prefácio. In J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade, & A. V. B. Bastos (Orgs.). Psicologia, organi-zações e trabalho no Brasil (2a ed., Prefá-cio, pp. xiii-xiv). Artmed.

Milhome, J. C., Rowe, D. E. O., & Dos-Santos, M. G. (2018). Existem relações entre qualidade de vida no trabalho, comprometimento organizacional e entrincheiramento organizacional? Contextus: Revista Contemporânea de Economia e Gestão, 16(3), 232-252.

Minayo, M. C. S., Hartz, Z. M. A., & Buss, P. M. (2000). Qualidade de vida e saúde: Um debate necessário. Ciên-cia & Saúde Coletiva, 5(1), 7-18.

Mowday, R. T., Steers, R. M. & Porter, L. W. (1979). The measurement of or-ganizational commitment. Journal of Vocational Behavior, 14, 224-247.

Noval, C. M., Lizote, S. A., Teston, S. F., & Zawadzki, P. (2022). Estilos de liderança dos gestores universitários e sua relação com o bem-estar no tra-balho dos colaboradores. Revista Ges-tão Universitária na América Latina GUAL, 15(1), 92-114.

Novo, R. F. (2003). Para além da eudai-monia: O bem-estar psicológico em mulhe-res na idade adulta avançada. Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Organización Mundial de la Salud. (1998). Promoción de la salud: Glosario. Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/67246/WHO_HPR_HEP_98.1_spa.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Paschoal, T., & Tamayo, A. (2008). Construção e validação da escala de bem-estar no trabalho. Avaliação Psico-lógica, 7(1), 11-22.

Pedroso, B., & Pilatti, L. A. (2010). Ava-liação de indicadores da área da saú-de: A qualidade de vida e suas vari-antes. Revista Eletrônica Fafit/Facic, 1(1).

Proctor, C. (2014) Subjective well-being (SWB). In A. C. Michalos (Ed.). Ency-clopedia of quality of life and well-being research. Springer, Dordrecht.

Ryan, R. M., & Deci, E. L. (2001). On happiness and human potentials: A review of research on hedonic and eudaimonic well-being. Annual Re-views of Psychology, 52, 141-166.

Ryff, C. D. (1989). Happiness is every-thing, or is it? Explorations on the meaning of psychological well-being. Journal of Personality and Social Psychol-ogy, 57(6), 1069-1081.

Ryff, C. D., & Keyes, C. L. M. (1995). The structure of psychological well-being revisited. Journal of Personality and Social Psychology, 69(4), 719-727.

Sant’anna, L. L., Paschoal, T., & Gosendo, E. E. M. (2012). Bem-Estar no trabalho: Relações com estilos de liderança e suporte para ascensão, promoção e salários. Revista de Admi-nistração Contemporânea, 16(5), 744-764.

Seidl, E. M. F., & Zannon, C. M. L. C. (2004). Qualidade de vida e saúde: Aspectos conceituais e metodológi-cos. Cadernos de Saúde Pública, 20(2), 580-588.

Silva, A. C., Souza, I. C., Bueno, M. P., Almeida, A. L., & Silva, R. H. (2020). Qualidade de vida e endividamento. Desafio Online, 8(2), 353-377.

Silva, D. C., Teston, S. F., Za-wadzki, P., Lizote, S. A., & Oro, I. M. (2022). Autonomia, multitarefas e bem-estar: Percepções no tele-trabalho. Contextus - Revista Contempo-rânea de Economia e Gestão, 20(12), 151-167.

Siqueira, M. M. M. & Gomide, S., Jr. (2014). Vínculos do indivíduo com o trabalho e com a organização. In J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade & A. V. B. Bastos (Orgs.). Psicologia, organiza-ções e trabalho no Brasil (2a ed., Cap. 8, pp. 316-348). Artmed.

Siqueira, M. M. M., Orengo, V., & Pei-ró, J. M. (2014). Bem-Estar no traba-lho. In M. M. M. Siqueira (Org.). No-vas medidas do comportamento organiza-cional: Ferramentas de diagnóstico e de gestão (Cap. 3, pp. 39-51). Artmed.

Siqueira, M. M. M., & Padovam, V. A. R. (2008). Bases teóricas de bem-estar subjetivo, bem-estar psicológico e bem-estar no trabalho. Psicologia: Teo-ria e Pesquisa, 24(2), 201-209.

Torrisi, B. (2013). Academic productiv-ity correlated with well-being at work. Scientometrics, 94, 801-815.

van Horn, J. E., Taris, T. W., Schaufeli, W. B., & Schreurs, P. J. G. (2004). The structure of occupational well-being: A study among Dutch teachers. Jour-nal of Occupational and Organizational Psychology, 77, 365–375.

Warr, P. (1994). A conceptual frame-work for the study of work and men-tal health. Work & Stress, 8(2), 84-97.

World Health Organization. Division of Mental Health and Prevention of Substance Abuse. (‎1997)‎. Whoqol: Measuring quality of life. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/63482

Zanelli, J. C., Bastos, A. V. B., & Rodri-gues A. C. A. (2014). Psicologia, organi-zações e trabalho no Brasil (2a ed.). Ar-tmed.

Zawadzki, P., Teston, S. F., Lizote, S. A., & Oro, I. M. (2022). Valores orga-nizacionais: Antecedentes do bem-estar no trabalho para sucessores ru-rais. Revista de Administração Macken-zie, 23(1), 1-27.

Zilli, S. M. (2015). Direitos humanos e assédio moral. In S. R. T., & R. T. Oli-veira (Orgs.). Assédio moral no trabalho: Características e intervenções (Cap. 5, pp. 125-137). Lagoa.

Downloads

Publicado

2022-12-30

Edição

Seção

Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho