Raízes do agronegócio como modelo de desenvolvimento neoextrativista
DOI:
https://doi.org/10.51359/1679-1827.2026.268059Palavras-chave:
Agronegócio, Políticas de desenvolvimento, Ecologia Política, NeoextrativismoResumo
Objetivo: Compreender como as políticas públicas em Minas Gerais têm impulsionado a expansão do agronegócio, reforçando uma lógica de desenvolvimento neoextrativista.
Abordagem: A pesquisa baseia-se em uma análise ensaística, articulando fontes documentais ao referencial da Ecologia Política latino-americana.
Resultados: A análise evidenciou que as políticas públicas implementadas em Minas Gerais desde a década de 1960, como programas estatais, incentivos fiscais, creditícios e de infraestrutura, foram determinantes na consolidação do agronegócio como um modelo de desenvolvimento baseado no neoextrativismo. Esses programas, embora tenham impulsionado avanços tecnológicos e aumentos expressivos na produtividade agrícola, também intensificaram desigualdades socioeconômicas e conflitos pelo uso de recursos naturais, especialmente a água. Os resultados apontam para uma dependência estrutural da exploração ambiental e para a exclusão de pequenos produtores, reforçando dinâmicas de concentração de renda e impactos socioambientais associados à expansão do agronegócio.
Conclusões: Conclui-se que o Estado atuou como principal articulador de um projeto desenvolvimentista neoextrativista em Minas Gerais, subordinando territórios e recursos naturais aos imperativos do mercado global. As políticas públicas não apenas incentivaram, mas estruturaram a expansão do agronegócio, reforçando uma lógica de desenvolvimento que perpetua o neoextrativismo e aprofunda injustiças ambientais, exigindo a revisão crítica desse modelo.
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