Fatores de risco psicossociais desencadeantes do estresse ocupacional: um estudo com militares da Força Aérea Brasileira

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.51359/1679-1827.2023.248351

Palabras clave:

fatores de risco psicossociais, estresse ocupacional, estresse laboral, militares, pessoal da força aérea

Resumen

Objetivo: O presente estudo teve como propósito analisar os Fatores de Risco Psicos­sociais (FRP) desencadeadores do estresse ocupacional de militares da Força Aérea Brasileira.

Método/abordagem: Foi realizada uma pesquisa com enfoque descritivo, abordagem quantitativa e de levantamento (survey). A amostra foi composta por 382 militares atuantes na Guarnição de Aeronáutica de Santa Maria (GASM), localizada no Estado do Rio Grande do Sul. Aplicou-se presencialmente a escala de Fatores de Risco Psicos­sociais, Health Safety Executive- Indicator Tool (HSE-IT), validado por Lucca et al. (2013), sendo composta por 35 itens, distribuídos em sete fatores.

Contribuições teóricas/práticas/sociais: Na identificação da possível incidência dos FRP, os fatores não representaram risco considerável à amostra, uma vez que não apre­sentaram resultados elevados, porém destaca-se que a dimensão Controle a qual ob­teve o maior fator de estresse (25,88%). Já a dimensão Cargo aparece com o menor fator (4,92%) no que tange ao aparecimento do estresse ocupacional.

Originalidade/relevância: O estudo serve como referência para que novas pesquisas sejam desenvolvidas em outras Instituições Militares e outras organizações públicas e privadas contribuindo na ampliação do tema apresentado.

Biografía del autor/a

Luciana Raquel Nunes Irineu Moura, Universidade Federal de Santa Maria

Mestra em Administração pelo Programa de Pós Graduação em Administração - UFSM

Luis Felipe Dias Lopes, Universidade Federal de Santa Maria

Professor Titular do Depto. de Ciências Administrativas / Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Federal de Santa Maria. Líder do Grupo de Pesquisa: COMPORTAMENTO INOVADOR, ESTRESSE E TRABALHO. Graduação em Matemática pela Faculdade Imaculada Conceição (1988), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Maria (1994) e doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001).

Steffani Nikoli Dapper, Universidade Federal de Santa Maria

Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Administração da UFSM, Mestre em Engenharia de Produção (UFSM), Especialista em Estatística e Modelagem Quantitativa (UFSM) e Graduada em Administração (UFSM). 

Raquel Paiva Neves do Nascimento Rocha, Universidade Federal de Santa Maria

Mestre em Administração pelo Programa de Pós Graduação em Administração - UFSM.

Mauren Pimentel Lima, Universidade Federal de Santa Maria

Enfermeira bacharel graduada pelo Centro Universitário Franciscano-UNIFRA (2008). Mestre em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (2013) na linha de pesquisa Estruturas, Organizações e Pessoas. Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde - UFSM (2019). 

Citas

Baruki, L. V. (2015). Riscos psicossociais e saúde mental do trabalhador: por um regime jurídico preventivo. São Paulos: LTr.

Baruki, L. V. (2017). Saúde mental e tra-balho: uma proposta de norma regulamen-tadora sobre os riscos psicossociais no trabalho a partir de reflexões sobre os sistemas francês e brasileiro. 2017. 292 p. Tese apresentada no Programa em Direito Político e Econômico. Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, SP.

Benevides-Pereira, A. M. T. (2010). Burnout: Quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Bezerra, J. L. C. (2015). Fatores psicosso-ciais desencadeantes de estresse no trabalho de agentes comunitários de saúde no município de Parnaíba/PI. 2015. 98 p. Dissertação apresentada no Programa Profissional em Saúde Coletiva. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

Brasil. (2014). Estado Maior do Exército. Manual de Fundamentos EB20-MF-10.101 O Exército Brasileiro, 2014.

Brasil. (2001). Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publi-cacoes/doen-cas_relacionadas_trabalho1.pdf>.

Carvalhais, C. M. (2016). Gestão de riscos psicossociais. Caso de estudo no setor das telecomunicações. Dissertação apresentada no Mestrado em Auditoria Empresarial e Pública. Coimbra Business School, Coimbra, Portugal.

Carvalho, M. T. (2021). A gestão do es-tresse nas organizações no contexto home office: causas, consequências e prevenção. Monografia em Administração. Recife.

Coelho, J. A. (2011). Gestor Hospitalar e Prevenção de Riscos Psicossociais no Trabalho. Lisboa: Placebo, Editora LDA.

Cotian, M. S., Vilete, L., Volchan, E., & Figueira, I. (2014). Revisão sistemática dos aspectos psicossociais, neurobiológicos, preditores e promotores de resiliência em militares. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 63(1). https://doi.org/10.1590/0047-2085000000009.

Farias, F. R. (1985). Sobre o conceito de estresse. Arquivos Brasileiros de Psicolo-gia, 38(4), 97-105, out./dez. 1985. Disponível em: http://bibliotecadigi-tal.fgv.br/ojs/in-dex.php/abp/article/view/19342/18084.

Dorneles, A. J. A., Dalmolin, G. L., & Moreira, M. G. S. (2017). Saúde do tra-balhador militar: uma revisão integra-tiva. Revista Enfermagem Contemporânea, 6(1), 73-80, https://doi.org/10.17267/23173378rec.v6i1.1220.

Edwards, J. A., Webster, S., Van Laar, D., & Easton, S. (2008). Psychometric analysis of the UK Health and Safety Executive’s Management Standards work-related stress Indicator Tool. Work Stress, 22(2), 96-107. https://doi.org/10.1080/02678370802166599.

EU-OSHA - EUROPEAN AGENCY FOR SAFETY AND HEALTH AT WORK. (2007). Previsão dos peritos sobre os riscos psicossociais emergentes relacionados com a segurança e saúde no trabalho (SST) – Facts Sheet 74. Bélgica. Disponível em: http://dnpst.eu/uploads/fac-tsheets/Factsheet_74__Previ-sao_dos_peritos_sobre_os_ris-cos_psicossociais_emergen-tes_relacionados_com_a_segu-ranca_e_saude_no_trabalho_-SST.pdf.

Fernandes, C., & Pereira. (2016). Expo-sição a fatores de risco psicossocial em contexto de trabalho: revisão sistemá-tica. Revista Saúde Pública. 50, 24. 2016. https://doi.org/10.1590/S1518-8787.2016050006129.

EUROFUND - FUNDAÇÃO EUROPEIA PARA A MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA E DE TRABALHO. (2014). Riscos psicossociais na Europa: Prevalência e estratégias de prevenção.

Guimarães, L. A. M. (2013). Fatores psicossociais de risco no trabalho. In: FERREIRA, J. J. (Coord.). Saúde mental no trabalho: coletânea do Fórum de Saúde e Segurança no Trabalho do Estado de Goiás. Goiania: Cir Gráfica.

HSE - HEALTH AND SAFETY EXECUTIVE (2009). How to tackle work-related stress. A guide for employers on making the Management Standards work. Disponível em: www.hse.gov.uk/pubns/indg430.pdf.

HSE - HEALTH AND SAFETY EXECUTIVE (2007). Managing the causes of work-related stress: A step by-step approach using the Management Standards. London. HSE. Disponível em: https://webcache.googleusercon-tent.com/search?q=ca-che:Ei7q7Y9X_4J:https://safetyresour-cesblog.fi-les.wordpress.com/2014/10/managing-the-causes-of-work-related-stress-a-step-by-step-approach-using-manage-ment-stan-dards.pdf+&cd=2&hl=en&ct=clnk&gl=br.

HSE - HEALTH AND SAFETY EXECUTIVE (2017). Health and safety at work Summary statistics for Great Britain. Disponível em: www.hse.gov.uk/statis-tics/overall/hssh1617.pdf.

ILO - INTERNACIONAL LABOUR OFFICE (2016). Workplace stress: A col-lective challenge. Geneva. Disponível em: https://www.ilo.org/glo-bal/topics/safety-and-health-at-work/events-training/events-mee-tings/world-con-gress/WCMS_473267/lang--en/index.htm.

ISTAS - INSTITUTO SINDICAL DE TRABAJO, AMBIENTE Y SALUD (2014). Guía para la intervención sindical en organización del trabajo y riesgos psicosociales. Disponível em: http://webcache.googleusercon-tent.com/search?q=cache:pcZ-rnuqvt8oJ:www.istas.net/descar-gas/GUIA%2520azul%2520psicosociales%252020150.pdf+&cd=1&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=br.

Kinman, G., Clements, A. J., & Hart, J. (2016). Work-related wellbeing in UK prison officers: a benchmarking ap-proach. International Journal of Workplace Health Management, 9(3), 290-307. https://doi.org/10.1108/IJWHM-09-2015-0054.

Lima, T. C., Nogueira, A. S., Pessôa, M A V., Pinto, G. H. S., & Souza, M. A. (2017). Resiliência Militar: Adaptação da Escala CD-RISC 25 para Mensuração em Cadetes da Academia das Agulhas Negras - Aman. Association International Stress Management. Disponível em: https://www.ismabra-sil.com.br/trabalho/61.

Limonge-França, A. C., & Rodrigues, A. L. (2012). Estresse e Trabalho: Uma abordagem psicossomática. São Paulo: Atlas.

Lopes, L. F. D. (2018). Métodos quantita-tivos aplicados ao comportamento organizacional. [recurso eletrônico]. Santa Maria: Voix. Disponível em: https://www.gpcet.com/wp-con-tent/uploads/2023/05/E-book.pdf.

Lucca, S. R., Zanatta, A. B., Correa, C. R., & Sobral, R. D. (2013). Health Safety Executive-IT: Adaptação transcultural para o português brasileiro da ferramenta indicadora de estresse relacionado ao trabalho. Cadernos de Saúde Pública.

Lucca, S. R., Zanatta, A. B., Correa, C. R., & Sobral, R. D. (2015). Health Safety Executive-IT: Adaptação transcultural para o português brasileiro da ferramenta indicadora de estresse relacionado ao trabalho. In: Anais do 15º Congresso de Stress da ISMA-BR. Porto Alegre.

Lucca, S. R., Zanatta, A. B., Rodrigues, M. S., Coimbra, I. B., Queiroz, F. S., & Correa, B. (2014). Fatores de estresse relacionado ao trabalho: as vozes dos atendentes de telemarketing. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 17(2), 290-304. https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v17i2p290-304

Lucca, S. R., & Sobral, R. C. (2017). Aplicação de instrumento para o diagnóstico dos fatores de risco psicossociais nas organizações. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho. 15(1), 63-72. https://doi.org/10.5327/Z1679443520176045.

Martins, L. C. X., & Kuhn, L. (2013). Prevalência de transtornos mentais comuns em jovens brasileiros recém-incorporados ao Serviço Militar Obrigatório e fatores associados. Ciência & Saúde Coletiva, 18(6), 1809-1816. https://doi.org/10.1590/S1413-81232013000600031.

Mendes, D. M. C. (2013). O estresse e os militares em missão de paz: a política de suporte social e psicofísico aos militares brasileiros. Rio de Janeiro: ESG.

Moura, L. R. N. I. (2019). Fatores de risco psicossociais e engajamento no trabalho: um estudo com militares da Força Aérea Brasileira de Santa Maria - RS. Dissertação apresentada no Programa de Pós-graduação em Administração, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS.

Murcho, N. A. C., & Jesus, S. N. (2014). Absenteísmo no trabalho. In: Siqueira, M. M. M. (org.). Novas Medidas do Com-portamento Organizacional – ferramentas de diagnóstico e gestão. Porto Alegre: Artmed.

Murta S. G., & Tróccoli, B. T. (2004). Avaliação de Intervenção em Estresse Ocupacional. Psicologia: Teoria e Pes-quisa. 20(1), 039-047. https://doi.org/10.1590/S0102-37722004000100006.

OIT - ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (2022). Gestão dos riscos psicossociais relacionados com o trabalho durante a pandemia da COVID-19. 2020. ISBN: 9789220357804 (web pdf).

OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (2008). PRIMA-EF: Guid-ance on the European framework for psy-chosocial risk management: a resource for employers and worker representatives. Geneva. Disponível em: www.who.int/occupatio-nal_health/publications/PRIMA-EF%20Guidance_9.pdf.

OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (2010). Health Impact of Psychosocial Hazards at Work: An Overview. Geneva. Disponível em: whqlibdoc.who.int/publica-tions/2010/9789241500272_eng.pdf.

Paschoal, T., & Tamayo, A. (2004). Validação da escala de estresse no trabalho. Estudos de Psicologia, 9(1), 45-52, 2004. https://doi.org/10.1590/S1413-294X2004000100006.

Rampelotto, C. M., & Abaid, J. L. W. (2011). Estratégias de coping utilizadas por pilotos de caça. Barbarói, 35, 30-42. https://doi.org/10.17058/barba-roi.v0i0.1731

Schaufeli, W., Dijkstra, P., & Vazquez, A.C. O (2013). Engajamento no Traba-lho. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Siegrist, J. (1996). Adverse health effects of high-effort/low-reward conditions. Journal of Occupational Health Psychology, 1(1), 27-41, 1996. https://doi.org/10.1037//1076-8998.1.1.27.

Sobral, R. C. (2015). Fatores psicossociais de risco no trabalho e a síndrome de bur-nout. Tese apresentada no Programa em Saúde Coletiva, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

Umann, J. (2017). Resiliência, Estresse Ocupacional, Capacidade para o Trabalho e Presenteísmo em Militares do Exército Brasileiro atuantes em uma Corporação do Rio Grande do Sul. Tese apresentada no Programa de Pós-graduação em Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS.

Zanelli, J. C. (2010). Estresse nas organi-zações de trabalho. Compreensão e Intervenção baseada em evidências. Porto Alegre: Artmed.

Watanabe, E. M. B. (2015). Aspectos psi-cossociais de risco no trabalho e a saúde mental dos carteiros da cidade de São Paulo. Dissertação apresentada no Programa de Pós-graduação em Trabalho, Saúde e Ambiente. Fundacentro, São Paulo, SP.

Publicado

2023-10-06

Número

Sección

Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho