Mecanismos de resistência quilombola:
um estudo na comunidade Curral Novo (MG)
DOI:
https://doi.org/10.51359/1679-1827.2025.265735Palavras-chave:
Resistência quilombola, Identidade quilombola, Colonização contemporânea, Vida rural quilombola, Apagamento ancestralResumo
Objetivo: Identificar os mecanismos de resistência adotados pelos quilombolas da comunidade Curral Novo (MG) diante das condições adversas e pressões externas e como eles contribuem para as migrações para os centros urbanos.
Método/abordagem: Foi realizada uma pesquisa qualitativa descritiva, com método história oral e aplicação de entrevistas com dez moradores da comunidade. A Análise Temática de Braun e Clarke realizada contou com quatro eixos temáticos: i) Valorização da vida rural; ii) Migração urbana como forma de resistência; iii) Permanência na comunidade quilombola; e iv) Tradição como resistência.
Contribuições teóricas/práticas/sociais: Este estudo trouxe contribuições significativas sobre as relações de poder em comunidades quilombolas, especialmente em relação ao êxodo rural como ato de resistência.
Originalidade/relevância: Entre os mecanismos identificados estão a valorização das práticas tradicionais, preservação dos modos de vida comunitários e organização em movimentos sociais que reivindicam direitos fundamentais, como acesso à terra, educação e recursos básicos. Contudo, quando essas estratégias se mostram insuficientes para garantir a sobrevivência digna e a continuidade no território, muitos quilombolas optam pela migração para centros urbanos. Essa migração, embora possa parecer uma ruptura com a vida comunitária, pode ser vista como uma forma de resistência que redefine o próprio conceito de pertencimento e luta quilombola.
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