Sinestesia, Ritmo e Narratividade: interação entre música e imagem no videoclipe

Claudiane Carvalho

Resumo


Não é possível mais enquadrar o videoclipe apenas como um produto marcado pela falta de linearidade. Para entender o clipe, é preciso contextualizá-lo dentro da lógica dos sistemas narrativos da música pop. O conceito de narratividade de Fabbri (2000) propõe tirar o foco do relato e colocá-lo sobre as relações: “concatenações e transformações de ações e paixões”. As regras que regem o ritmo musical e aquelas que norteiam o ritmo imagético entram em negociação, quando há a reunião entre imagem e música no clipe. A chave de acesso ao videoclipe, portanto, não está nas narrativas habituais do cinema e da televisão, porque se encontra no ritmo, ou seja, numa narratividade construída a partir da ligação tensiva entre ritmo musical e ritmo imagético. Para entender como se dá a narratividade no videoclipe, também abarcando os conceitos de canção popular massiva, gêneros musicais e performance, foram analisadas três versões de clipes para uma única música, One, do U2.

Palavras-chave


videoclipe; narratividade; ritmo; música pop

Texto completo:

PDF

Referências


CHION, Michel. La audiovisión: introducción análisis cojunto de la imagen y el sonido. Buenos Aires: Paidos, 1990.

DACYNGER, Ken. Técnicas de edição para cinema e vídeo: história, teoria e prática. Trad. Maria Angélica Marques Coutinho. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

FABBRI, Paolo. El giro semiótico. Barcelona: Gedisa, 2000.

FRITH, Simon. Performing rites: on the value of popular music. Cambridge: Harvard University Press, 1996.

GOODWIN, Andrew. Dancing in the distraction factory: music television and popular culture. Minnesota: University of Minnesota Press, 1992.

JANOTTI JR, Jeder. Dos gêneros textuais, dos discursos e das canções: uma proposta de análise da música popular massiva a partir da noção de gênero mediático. In: XI COMPÓS, 2005a, Rio de Janeiro - UFF. Anais da XIV Compós.

JANOTTI JR, Jeder. Uma proposta de Análise Midiática da Música Popular Massiva a partir das noções de canção, gênero musical e performance. Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea – Facom/UFBA. 2005b.15f. Mimeo.

MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: Editora SENAC, 2000.

RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa: tomo 1. Trad. Constança Marcondes César. Campinas: Papirus, 1994. 3v., v1.

RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa: tomo 2. Trad. Constança Marcondes César. Campinas: Papirus, 1994. 3v., v2.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

Creative Commons License

A Revista Ícone está sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial CC BY-NC 4.0.

Diretórios e Indexadores: Sumários, LivRe/CNEN, Periódicos UFPE, .periódicos. CAPES (em atualização).

Classificação de Periódicos 2013-2016, CAPES: B4 (Comunicação e Informação)

© 1996-2017 Revista Ícone
Programa de Pós-Graduação em Comunicação, UFPE
Av. da Arquitetura, s/n – Cidade Universitária
CEP 50.740-550 Recife (PE), Brasil