Programas Nacionalistas na Literatura e na Mídia Latino-Americana
DOI:
https://doi.org/10.34176/icone.v13i1.230583Palavras-chave:
literatura, mídia, américa latina, modernidade, naçãoResumo
O ensaio, o romance e os gêneros midiáticos foram os de maior ingerência na formação da imaginação e do pensamento latino-americanos. Neles se consubstanciam o ethos e as particularidades históricas locais em relação à modernidade. Esse dado se manifesta especialmente na reunião de epistemes que esses formatos encerram em si e na sua potencialização entre nós, numa combinação de saberes tradicionais com a epistemologia ocidental. Textos e produtos da mídia, mais no século XIX que agora, organizam-se por sujeitos que desempenham mais de uma função social, isto é, magistrados/artistas, filósofos/párocos, médicos/sociólogos etc, a despeito da crescente divisão do trabalho físico e intelectual fomentado pelo capitalismo. Na América Latina, a modernidade e a delimitação das identidades nacionais redundaram em uma alternativa para os esquemas logocêntricos ocidentais.
Referências
ALVAREZ, J. T.; MARTINEZ, A. Historia de la prensa en Hispanoamérica.
Espanha: Riaza, 1992.
ANDERSON, B. Imagined Comunities: Reflections on the Origin and Spread of Nationalism. Londres: Verso/New Left, 1990.
BARBERO, J. M. De los medios a las mediaciones. Comunicación, cultura y hegemonía. Barcelona: Gustavo Gilli, 1991.
BOURDIEU, P. Las reglas del arte. Génesis y estructura del campo literario, trad. de Thomas Kauf. Barcelona: Anagrama, 1995.
BROCA, B. A vida literária no Brasil – 1900. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.
CANCLINI, N.G. Consumidores y ciudadanos. Conflictos multiculturales de la globalización. México: Grijalbo, 1996.
CANCLINI, N.G. “Los estudios culturales de los ochenta a los noventa: perspectivas antropológicas y sociológicas”. In: Néstor García Canclini (comp.), Cultura y pospolítica. El debate sobre la modernidad en América Latina. México: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, 1991.
CANDIDO, C. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989. _________________ Formação da literatura brasileira. Momentos decisivos. São Paulo: Livraria Martins, 1964.
CRESPO, C. Ensayistas brasileños. Literatura, cultura y sociedad, (Seleção, edição e notas). México: Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), 2005.
HOBSBAWM, E.; RANGER, Terence (edts.) The Invention of Tradicion. Reino Unido: University of Cambridge Press, 1983.
HOLANDA, S.B. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
LEENHARDT, J.“La estructura ensayística de la novela latinoamericana”. In: Néstor García Canclini. Más allá del Boom. Literatura y mercado. México: Marcha, 1981.
MAIA, M. E., A terra como invenção. O espaço no pensamento social brasileiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
MARTÍNEZ, J.L.G. Teoría del ensayo. México: Universidad Nacional Autónoma de México, 1992.
MICELI, S. Poder, sexo e letras na República Velha. São Paulo: Perspectiva, 1977.
MONSIVÁIS, C. “El saber compartido en la ciudad indiferente. De grupos y ateneos en el siglo XIX”. In Belém Clark e Eliza Speckman (orgs.). La república de las letras. Asomos a la cultura escrita del México decimonónico, vol. 1. Ambientes, asociaciones y grupos. Movimientos, temas y géneros literarios. México: Universidad Nacional Antónoma de México, 2005.
MONSIVÁIS, C. “Literatura e industria cultural en América Latina”. In: Néstor García Canclini (comp.). Cultura y pospolítica. El debate sobre la modernidad en América Latina. México: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, 1991.
MONSIVÁIS, C. “Literatura latinoamericana e industria cultural”. In: Néstor García Canclini (comp.). Cultura y pospolítica. El debate sobre la modernidad en América Latina, México, Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, 1995.
MONSIVÁIS, C. “Notas sobre la cultura mexicana en el siglo XX”. In: Historia general de México, vol. IV. México: El Colegio de México, 1976.
MOTA, C. G. Ideeología da cultura brasileira (1933-1974). São Paulo: 34, 2008.
MYERSON, M. (ed). Memories of Underdevelopment. The Revolutionary films of Cuba. Nova York: Grossman Publishers, 1973.
ORTIZ, R. A moderna tradição brasileira. Cultura brasileira e indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1995.
PAZ, O. Sor Juana Inés de la Cruz o la trampas de la fé. México: Fondo de Cultura Económica, 1982.
RIERA, E. G. “Cuando el cine se hizo industria”. In: Hojas de cine. Testimonios y documentos del nuevo cine latinoamericano. V. II. México: Secretaría de Educación Pública e Universidad Autónoma Metropolitana, 1988.
SADOUL, G. Historia del cine mundial, trad. de Florentino M. Torner. México: Siglo XXI, 1996.
SODRÉ, N.W. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.
SOMMER, D. Foundational Fictions: the National Romances of Latin America. Berkley: University of California Press, 1991.
XAVIER, I. Alegorias do subdesenvolvimento.Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal. São Paulo: Brasiliense, 1993.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2017 Ícone

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NoDerivatives 4.0 International License.
A submissão de originais para a Ícone implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor, com direitos da revista Ícone sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações mediante citação do nome da Ícone como publicação original.
Em virtude do acesso aberto este periódico, permite-se o uso gratuito dos artigos com finalidades educacionais, científicas, não-comerciais, desde que citada a fonte, conforme as diretrizes da licença Creative Commons.
Autores que submeterem um artigo para publicação na revista Ícone, concordam com os seguintes termos:
a. autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sem pagamento, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
b. autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista;
c. autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado;
d. as ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões da revista.