A Potência do Irrepresentável nas Fotografias de Fait!

Autores

  • Kátia Hallak Lombardi Universidade Federal de São João del Rei

DOI:

https://doi.org/10.34176/icone.v14i1.230632

Palavras-chave:

fotografia, irrepresentabilidade, guerra, fait

Resumo

Este artigo propõe a discussão de algumas mudanças no estatuto da fotografia contemporânea em contexto de conflito, insegurança e instabilidade e suas implicações no espectador. Imagens da dor e da guerra são publicadas constantemente pelos veículos de comunicação, acabando por gerar uma verdadeira iconografia do sofrimento. É possível uma imagem menos atrelada ao drama, ao acontecimento em si e à noção de testemunho e objetividade, características consideradas indispensáveis no fotojornalismo cotidiano, também conter traços que nos levem à reflexão e à rememoração de conflitos passados? O livro Fait (2009), de Sophie Ristelhueber – que apresenta uma série de 71 imagens da Guerra do Golfo, no deserto do Kuwait – é usado para apontar novas configurações da fotografia de guerra. O silêncio e uma certa fragilidade da inscrição dessas imagens abrem espaço para problematizar a potência do irrepresentável. 

Biografia do Autor

Kátia Hallak Lombardi, Universidade Federal de São João del Rei

Mestra em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil(2007). Doutoranda (2011) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de MInas Gerais (UFMG). Fotógrafa, professora e autora do projeto fotográfico www.guardioesdopatrimonio.com.br

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Publicado

2012-08-31

Como Citar

Lombardi, K. H. (2012). A Potência do Irrepresentável nas Fotografias de Fait!. Revista Ícone, 14(1). https://doi.org/10.34176/icone.v14i1.230632

Edição

Seção

Dossiê