O Dispositivo Fotográfico, o Contemporâneo e a Fratura do Tempo: um ensaio a partir da produção fotográfica Inframargem – margens de um mundo infravermelho, de Gustavo Bettini

Francisco Sá Barreto, Izabella Medeiros

Resumo


Concebendo o contemporâneo, para além de sua dimensão coetânea, como a revelação do tempo em que se vive como objeto possível da reflexão, partimos da ideia de que ele traduz uma agenda política renovada, tendo as descontinuidades como importantes instrumentos de (re)construção de sentidos para o mundo público. Tomando como referência a imagem fotográfica enquanto dispositivo de fratura do tempo e seus desafios contemporâneos, lançamos nosso olhar para a produção Inframargem: margens de um mundo infravermelho, do fotógrafo Gustavo Bettini. Nosso objetivo é entender o dispositivo fotográfico enquanto instrumento possível de suspensão e sofisticação das lógicas de racionalização do tempo. A margem, o estranho, a fratura, o não familiar, o desconhecido são pontos de partida para a o desafio da experiência do contemporâneo. O dispositivo fotográfico, nesse cenário, ocupa um lugar de destaque possível à medida que desestabiliza, desprotege a realidade de seus lugares vazios de sentido comum.

Palavras-chave


contemporâneo; fotografia; construção social do tempo

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