O que a democracia radical tem a dizer sobre a Tecnologia de Gestão Educacional?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-7668.2023.259602

Palavras-chave:

gestão democrática, Tecnologia de Gestão Educacional, Escolas Cidadãs Integrais, Teoria do Discurso, Democracia radical

Resumo

Objetivamos analisar o sentido de democracia presente no modelo da Tecnologia de Gestão Educacional (TGE), que orienta a gestão das Escolas Cidadãs Integrais (ECI) no estado da Paraíba. Para tanto, utilizamos a abordagem qualitativa e o método documental, tendo como fonte os cadernos da Escola da Escolha, que tratam sobre o modelo de gestão das ECI. Teoricamente, utilizamos os conceitos expressos na Teoria do Discurso de Laclau e Mouffe (2015) e na Democracia Radical de Mouffe (1996; 2003; 2004; 2005; 2015) como principais referências teóricas. Os resultados desta investigação apontaram para a maneira como a TGE vem disputando a hegemonização de um modelo de gestão democrática cunhado nos princípios neoliberais, buscando esvaziar o conflito, a diferença e a pluralidade, ou seja, entendemos que o modelo analisado contribui para o enfraquecimento da democracia pluralista, minando os espaços de construções coletivas, e fortalecendo práticas de responsabilização e da burocratização.

Biografia do Autor

Ana Claudia da Silva Rodrigues, Universidade Federal da Paraíba

Pós-doutoranda no Programa de Pós-graduação em Educação na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO.

Rafael Ferreira de Souza Honorato, Universidade Estadual da Paraíba

Professor da área de Educação, Didática e Currículo do Centro de Ciências Humanas e Exatas (CCHE) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campus VI.

Liliane Alves Chagas, Universidade Federal da Paraíba

Doutoranda em Educação pela Centro de Educação da UFPB.

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Publicado

2023-11-20

Edição

Seção

Dossiê (Re)visitando o Plano Nacional da Educação