Uma ética contra o fatalismo
reflexões sobre liberdade, virtude e utilidade comum em Spinoza
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2024.265133Palavras-chave:
providência, liberdade, fatalismo, éticaResumo
O objetivo deste artigo é analisar alguns aspectos da concepção de liberdade de Spinoza e sua ligação com a noção de virtude, a fim de mostrar que Spinoza não é um fatalista e que, pelo contrário, de seu projeto filosófico decorre uma concepção de humano liberdade que implica não só a possibilidade efetiva de agir sobre o real, em conjunto com outros indivíduos, mas também a possibilidade de ver aumentar o próprio poder neste trabalho de resistência coletiva. Para cumprir nosso propósito, o artigo será dividido em duas partes principais: na primeira, referindo-nos a diferentes passagens de sua obra, retornamos à crítica de Spinoza à noção tradicional de providência. Na segunda parte deste artigo, centrando-nos na Ética de Spinoza, estudaremos alguns elementos que nos levam a afirmar a possibilidade de pensar uma ética da libertação no quadro do determinismo universal que a sua ontologia da imanência postula.
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