Premissas-força para se pensar a pesquisa decolonial em educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-7668.2023.259001

Palavras-chave:

decolonialidade, educação, pesquisas decolonais, premissas-força

Resumo

O artigo parte do pressuposto da decolonialidade como campo político de luta e resistência para (re)pensar a pesquisa e a educação. De modo que, propomos um giro epistemológico em contraposição à razão moderna de fazer pesquisa e pensar o âmbito educativo.  Assim, busca problematizar de maneira suleadora as formas de produzir conhecimento a partir da ciência moderna para realizar a análise de uma dada realidade social dentro de uma lógica eurocentrada. O artigo está em formato de ensaio pautado em autores(as) decoloniais e intelectuais que antecede a decolonialidade enquanto práxis de investigação, mas que debruçam sobre a experiências e formas de ser, viver, resistir e insurgir na América Latina. Nessa perspectiva, procura-se defender a decolonialidade como razão (teoria) e atitude (método), partindo de premissas-força que emergem de diferentes contextos da sociedade latinoamericana, isto é, através da organização dos movimentos sociais, populares, de povos originários e de intelectuais engajados politicamente e socialmente contra todas as formas de opressão e subalternização produzidos pelo sistema-mundo, em especial o campo educativo. Assim, espera-se colaborar para giro epistemológico nas pesquisas decoloniais em educação, cujo entendimento só são possíveis e construídas por meio da abertura e reconhecimento da fala/escuta/denúncia desses movimentos que fazem parte da América Latina, sendo, portanto, um elo importante de decolonização da academia e da própria educação.

Biografia do Autor

Waldir Ferreira de Abreu, Universidade Federal do Pará

Professor do Programa de Pós-Graduação de Educação da Universidade Federal do Pará.

Débora Renata Muniz Almeida, Universidade Federal do Pará

Mestranda do Programa de Pós-Graduação da Educação da Universidade Federal do Pará.

Alexandre Adalberto Pereira, Universidade Federal do Amapá

Professor do Programa de Pós-Graduação de Educação da Universidade Federal do Amapá.

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Publicado

2023-09-28

Edição

Seção

Dossiê Pesquisas decoloniais: sujeitos “outros”, práxis “outras”