Diferenças demográficas na Satisfação em Cursos de e-learning: Uma análise com Gestores Públicos

Fernando Antonio de Melo Pereira, Anatália Saraiva Martins Ramos, Maria Aparecida Gouvêa

Resumo


O e-learning é uma tecnologia de informação e comunicação que vem ganhando espaço em ambientes organizacionais privados e públicos. Também configura uma modalidade de ensino em constante desenvolvimento. O estudo pretendeu avaliar satisfação e intenção de continuidade de uso em serviços de e-learning, categorizados por variáveis demográficas. A pesquisa apresenta uma abordagem quantitativa (survey online), obtendo uma amostra correspondente a 343 observações. A análise dos dados envolveu o uso de análise multivariada de variância (MANOVA). Os resultados apontam diferenças significativas entre as variáveis de satisfação e intenção de continuidade de uso por faixa etária e a combinação de gênero e faixa etária. O estudo tem implicações práticas na intensificação do uso de serviços de e-learning para treinamentos online em organizações públicas, além de difundir uma ferramenta de avaliação de resultados capaz de avaliar comportamentos dos funcionários em relação ao uso da tecnologia por grupos demográficos. 


Palavras-chave


E-learning; Satisfação; Gestão Pública; MANOVA.

Texto completo:

PDF

Referências


Almeida, M. E. (jul/dez de 2003). Distance learning on the internet: Aproaches and contributions from digital learning environments. Educação e Pesquisa, 29(2), p. 327-340.

Araújo, E. A., Rios, L. C., & Machado, E. C. (2005). Uma proposta de ensino a distância na justiça eleitoral para melhoria do atendimento ao eleitor. Congresso Internacional de Educação à Distância - ABED.

Barbosa, M. S. (2007). E-learning - Um conceito a ser seguido. (Dissertação de Mestrado em Gestão de Operações). Universidade Lusíada de Vila Nova de Familicão.

Biasutti, M. (2011). The student experience of a collaborative e-learning university module. Computers & Education, 57, p. 1865-1875.

BRASÍLIA. (2006). Decreto n. 5707 de 23 de Fevereiro de 2006. Institui a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da administração pública federal. Recuperado de: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5707.htm.

Carvalho, N. (2009). Dimensões da qualidade em um ambiente virtual de aprendizagem. (Tese de Doutorado). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. Universidade de São Paulo.

Cheung, C. M., & Lee, M. K. (2011). Antecedents and consequences of user satisfaction with an e-learning portal. International Journal of Digital Society, 2(1).

Chiu, C. M., Hsu, M. H., Sun, S. Y., Lin, T. C., & Sun, P. C. (2005). Usability, quality, value and e-learning continuance decisions. Computers & Education, 45, p. 399-416.

Chou, S. W., Min, H. T., Chang, Y. C., & Lin, C. T. (2010). Understanding continuance intention of knowledge creation using extended expectation-confirmation theory: An empirical study of Taiwan and China online communities. Behaviour & Information Technology, 29(6), p. 557-570.

Duque, L. C., & Weeks, J. R. (2010). Towards a model and methodology for assessing student learning outcomes and satisfaction. Quality Assurance in Education, 18(2), p. 84-105.

Enap. (2008). Educação à distância em organizações públicas. Mesa Redonda de Pesquisa-Ação - ENAP.

Erdogmus, N., & Esen, M. (2011). An investigation of the effects of technology readiness on technology acceptance in e-HRM. Procedia Social and Behavioral Sciences, 24, p. 487-495.

Finch, Holmes W. Performance of the Roy-Bargmann Stepdown procedure as a follow up to a significant MANOVA. (2007). Multiple Linear Regression Viewpoints, 33(1).

Fontes, M. A. (2006). Diferença entre homens e mulheres na propensão em adotar produtos e serviços de tecnologia digital. (Dissertação de Mestrado em Administração). Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, Fundação Getúlio Vargas.

Fu, Z., Yue, J., Li, D., Zhang, X., Zhang, L., & Gao, Y. (2007). Evaluation of learner adoption intention of e-learning in China: A methodology based on perived innovative attributes. New Zealand Journal of Agricultural Research, 50, p. 609-615.

Galinkin, C. (2010). Interações de M-learning para usuários com restrições decorrentes da idade. (Dissertação de Mestrado). Pontíficia Universidade Católica de Minas Gerais.

GESPÚBLICA. (2008). Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – Prêmio Nacional da Gestão Pública – PQGF; Instruções para Avaliação da Gestão Pública –2008/2009. Brasília, MP, SEGES.

Gil, A. C. (1999). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas.

Gomez, F. G., Guardiola, J., Rodriguez, O. M., & Alonso, M. A. (2012). Gender diferences in e-learning satisfaction. Computers & Education, 58, p. 283-290.

Hair, J. F., Babin, B., Money, A. H., & Samouel, P. (2010). Fundamentos de métodos de pesquisa em administração. São Paulo: Arkmed/Bookman.

Hair, J., Anderson, R., Taham, R., & Black, W. (2009). Análise multivariada de dados (6 ed.). Porto Alegre: Bookman.

Huertas, A. (2007). Teaching and learning logic in a virtual learning environment. Oxford University Press, 15(4).

Hung, H., & Cho, V. (2008). Continued usage of e-learning communication tools: A study from the learners perspective in Hong Kong. International Journal of Training and Development.

Kaplan, E., & Leiserson, E. (2012). E-learning glossary. Recuperado de: http://www.learningcircuits.org/glossary.html.

Kim, K., Trimi, S., Park, H., & Rhee, S. (Out. de 2012). The impact of CMS quality on the outcomes of e-learning systems in higher education: An empirical study. Decision Sciences Journal of Innovative Education, 4(4).

Lai, M. L. (2008). Technology readiness, internet self-efficacy and computing experience of professional accounting students. Campus-Wide Information Systems, 25(1).

Langford, J., & Seaborne, K. (2008). To click or not to click: E-learning for the public sector. Canadian Public Administration, 46(1), p. 50-75.

Lee, M. C. (2010). Explaining and predicting users continuance intention toward e-learning: An extension of the expectation confirmation model. Computers & Education, 54, p. 506-516.

Liao, C., Chuang, C. L., Yu, P. L., Lai, T., & Hong, N. L. (2011). Aplying the expectancy disconfirmation and regret theories to online consumer behavior. Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, 14(4), p. 241-248.

Lin, K. M. (2011). E-learning continuance intention: Moderating effects of user e-learning experience. Computers & Education, 56, p. 515-526.

Lin, T. C., & Chen, C. J. (2012). Validating the satisfaction and continuance intention of e-learning systems: Combining TAM and IS success models. International Journal of Distance Education Technologies, 10(1), p. 44-54.

Magalhães, M. N., & Lima, A. C. (2002). Noções de probabilidade e estatística. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.

Masoumi, D. (2010). Critical factors for effective e-learning. Recuperado de .

Middlehurst, R., & Woodfield, S. (2006). Quality review in distance learning: Policy and practice in five countries. Tertiary Education and Management, 12, p. 37-58.

Moore, M. G., & Kearsley, G. (2007). Educação à distância: Uma visão integrada. São Paulo: Thomsom Learning.

Nascimento, T. C., Ramos, A. S., & Oliveira, P. J. (2011). Prontidão tecnológica e satisfação de alunos na modalidade a distância: O caso de um programa de capacitação de um governo estadual. REGE: Revista de Gestão, 18(3), p. 489-509.

Nicholson, P. (2007). A history of e-learning: Echoes of the pioneers. In: Manjón, B. F., E-learning: From theory to practice. Dordrecht: Springer, p. 241.

Niper, S. (1989). Third generation distance learning and computer conferencing. In: Mason, R. & Kaye, A. Mindweave: Comunnication, computers and distance education. Pergamon Press.

Oliver, R. L. (1980). A cognitive model of the antecedents and consequences of satisfaction decisions. Journal of Marketing Research, 17(4), p. 460-469.

Palkovits, S., Lorente, J., Karagiannis, D. (2002). E-learning and e-government: An aproach for process-based training and learning in the public administration. Workshop on E-government: Legal, technical and pedagogical aspects. University of Saragoza.

Pereira, F. A. (2013). A satisfação e a intenção de continuidade de uso em serviços de e-learning: validação empírica de um modelo aplicado em organizações públicas. (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Pereira, F. A.; Ramos, A. S.; Gouvêa, M. A.; Costa, M. F. (2015). Satisfaction and continuous use intention of e-learning service in brazilian public organizations. Computers in Human Behavior. 46, p. 139-148.

Pinheiro, V. F. (2004). Modelo organizacional de educação à distância para instituições de ensino. (Tese de Doutorado), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Universidade de São Paulo (USP).

Pinho, J. C., & Macedo, I. M. (2008). Examining the antecedents and consequences of online satisfaction within the public sector: The case of taxation services. Transforming Government, 2(3), p. 177-193.

Pires, P. J., & Costa, B. F. (2008). Fatores do índice de prontidão à tecnologia (TRI) como elementos diferenciadores entre usuários e não usuários de internet banking e como antecedentes do modelo de aceitação de tecnologia (TAM). Revista de Administração Contemporânea - RAC, 12(2), p. 429-456.

Saha, P., Nath, A., & Sangari, E. (2010). Success of government e-service delivery: Does satisfaction matter? Lectures Notes in Computer Science, 1(1), p. 204-215.

Sano, H., Abrucio, F. L. (2008). Promessas e Resultados da Nova Gestão Pública no Brasil: o Caso das Organizações Sociais de Saúde em São Paulo. RAE-Revista de Administração de Empresas, 48(3).

Silva, A. S. (2009). Estudo da relação entre domínio tecnológico, interação e aprendizagem "colaborativa" na EAD on-line pelo uso de um modelo de equações estruturais. (Tese de Doutorado). Universidade Federal do Ceará.

Silva, E. L., & Menezes, E. M. (2001). Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. Florianópolis: Laboratório de Ensino à Distância da UFSC.

Spreng, R. A., Mackenzie, S. B., & Olshavsky, R. W. (1996). A re-examination of the determinants of consumer satisfaction. Journal of Marketing, 60, p. 15-32.

Summak, S., Baglibel, M., & Samancioglu, M. (2010). Technology readiness of primary school teachers: A case of study in Turkey. Procedia Social and Behavioral Sciences, 2(1), p. 2671-2675.

Terzis, V., Moridis, C., & Economides, A. (2013). Continuance acceptance of computer based assessment through the integration of user's expectations and perceptions. Computers & Education, 62, p. 50-61.

Vavassori, F., Raabe, B., & Alice, A. L. (2003). Organização de atividades de aprendizagem utilizando ambientes virtuais: Um estudo de caso. In: Silva, M. Educação Online. São Paulo: Loyola.

Vergara, S. C. (2008). Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Submissão ABERTA para a próxima edição. Acesse as Diretrizes para Autorese envie-nos seu texto!