Josué, Julião e as ligas: R-existencias camponesas

Thiago França Simonetti, Bruno Maia Halley

Resumo


O artigo constitui uma ligeira contribuição à retomada de dois intelectuais, políticos e ativistas sociais no Brasil do século XX, Josué de Castro e Francisco Julião, procurando elucidar suas práticas sociais empreendidas a favor do movimento das Ligas Camponesas no Nordeste brasileiro, no período que antecedeu o Golpe Militar de 1964. A pesquisa aporta-senas trajetórias destes atores sociais, marcadas pela contestação e pela denúncia das mazelas sociais, em especial no campo brasileiro, reveladoras de um engajamento e de uma luta político-social que aproximou Josué e Julião, seja nos palanques eleitorais e no contato direto com os camponeses, seja nas suas ações a favor da reforma agrária e contra a fome e o latifúndio monocultor. Na vanguarda do seu tempo, Josué e Julião lutaram juntos pelos camponeses, externando o modo de vida destes trabalhadores rurais imerso em outras cognições e matrizes de saberes reveladoras de r-existências identitárias ao seu território de vivência, o simbólico Engenho Galileia, frente à lógica perversa da monocultura canavieira da Zona da Mata Pernambucana.

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