Cosmopolitismo, hospitalidade e transnacionalismo

Marcela Martinez

Resumo


Em A paz perpétua – um projeto filosófico (1795/96), Kant apresenta a hipótese de que Estados republicanos poderiam conviver sem guerras com outras repúblicas. Podemos considerar o que o autor denomina república o que hoje seriam governos democráticos. Tratava-se, portanto, um projeto para a paz democrática. Tendo em vista os desafios lançados pela globalização, o presente artigo trata da seguinte questão: será possível conservarmos o ponto de vista cosmopolita kantiano na construção de uma sociedade transnacional politicamente construída? A reflexão se dará através da perspectiva de três autores: Veremos com J. Habermas que é com Kant que os direitos humanos se fixam na doutrina do direito. A necessidade que se impõe de enquadramento jurídico da noção de direitos humanos é possível, segundo este autor, através da concepção kantiana de direito cosmopolita, por isso ela se faz tão atual. Em seguida, passaremos à ideia de hospitalidade trabalhada por J. Derrida. De acordo com o segundo autor, a visão kantiana carece de atualização e ajustamento, não somos ainda suficientemente cosmopolitas no sentido propugnado por Kant. Por fim, será interessante avaliarmos o resgate do ponto de vista cosmopolita feito por K. A. Appiah. O autor procede através de dois aspectos: a ideia de termos obrigações para com outros por laços de uma cidadania compartilhada; e o real interesse não apenas pela vida humana, mas por formas de vida particulares, por práticas e crenças que lhes dão significação.


Palavras-chave


cosmopolitismo; hospitalidade; transnacionalismo

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