Delimitação da bacia hidrográfica do Rio Santo Antônio pela ferramenta de delimitação automática TauDEM (Watershed delimitation of the Santo Antonio river for TauDEM automatic delimitation tools)
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v11.3.p973-987Keywords:
bacia hidrográfica, morfometria, TauDEMAbstract
A delimitação morfométrica da Bacia Hidrográfica é de suma importância para a compreensão do seu comportamento dinâmico diante do ciclo hidrológico. E com o avanço das ferramentas computacionais a delimitação dessas bacias tornou-se ainda mais fácil. O objetivo deste trabalho é delimitar a Bacia Hidrográfica do Rio Santo Antônio fazendo uso da ferramenta de delimitação automática do TauDEM, (Terrain Analysis Using Digital Elevation Models), um conjunto de ferramentas para construção de análises hidrológicas com base nos Modelos Digitais de Elevação (MDEs), bem como apresentar as principais características morfométricas desta bacia.
A B S T R A C T
The morphometric delimitation of the Hydrographic Basin is of paramount importance for the understanding of its dynamic behavior before the hydrological cycle. Through morphometry it is possible to determine parameters that indicate the behavior of the watershed, such as flood potential. And with the advancement of computational tools the delimitation of these basins has become even easier. The objective of this work is to delimit the Santo Antônio River Basin using the TauDEM automatic delimitation tool, a set of tools for the construction of hydrological analyzes based on Digital Elevation Models, as well as to present the main morphometric characteristics of this basin. The drainage area was 3,137.41 km2 and the perimeter was 499.48 km. In general, it was verified that the area of the basin has a more elongated shape, with low potential for flood occurrence. The drainage network of the basin has medium capacity for the emergence of new water courses and presents a reasonably low surface runoff, much due to its flatter characteristics. Its relief is smooth and with slopes, which mostly vary from 0 to 3.6% which classifies the flat or gently undulating elevation, which slightly impairs the flow. In view of the obtained results it can be concluded that the TauDEM tool is very efficient for automatic delimitation of Hydrographic Basins.
Keywords: hydrographic basin; morphometry; TauDEM.
Downloads
References
Barrella, W. et al. As relações entre as matas ciliares os rios e os peixes. In: Rodrigues, R.R.; Leitão Filho; H. F. (Ed.). 2001. Matas ciliares: conservação e recuperação, 2.ed., Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo.
Brasil. Agência Nacional de Águas. Tocantins formaliza participação de comitês de bacias no PROCOMITÊS. Disponível em: < http://www3.ana.gov.br/portal/ANA/noticias/tocantins-formaliza-participacao-de-comites-de-bacias-no-procomites >. Acesso em: 05 mar. 2018.
Beltrame, A. V. 1994. Diagnóstico do meio ambiente físico de bacias hidrográficas: modelo de aplicação, UFSC, Florianópolis.
Cardoso, C. A.; Dias, H. C. T.; Soares, C. P. B.; Martins, S. M. 2006. Caracterização morfométrica da bacia hidrográfica do rio Debossan, Nova Friburgo – RJ. Revista Árvore 30, 241-248.
Carvalho, D. F. de; Silva, L. D. B. Apostila de Hidrologia. 2006. Disponível em: < http://www.ufrrj.br/institutos/it/deng/leonardo/downloads/APOSTILA/HIDRO-Cap3-BH.pdf >. Acesso em: 10 out. 2017.
Christofoletti, A., 1969. Análise morfométrica de bacias hidrográficas. Notícia Geomorfológica 18, 35-64.
Kobiyama, M.; Checchia, T.; Silva, R.V. 2005, Princípios de Hidrologia e Hidráulica, UFSC/CTC/ENS, Florianópolis. (Apostila para Curso de Especialização em gestão de Recursos Hídricos).
Lana, C. E.; Alves, J. M. de P.; Castro, P. T. A., 2001. Análise morfométrica da bacia do Rio do Tanque, MG - Brasil. Revista Escola de Minas, Ouro Preto 54, 121-126.
Lima, W. P. 1986. Princípios de hidrologia florestal para o manejo de bacias hidrográficas, ESALQ, Piracicaba.
Lollo, J. A., 1995. O uso da técnica de avaliação do terreno no processo de elaboração do mapeamento geotécnico: sistematização e aplicação na quadrícula de Campinas. Tese (Doutorado em Geotecnia). São Carlos, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo.
Marcuzzo, F.; Goularte, E., 2013. Caracterização do Ano Hidrológico e Mapeamento Espacial das Chuvas nos Períodos Úmido e Seco do Estado do Tocantins. Revista Brasileira de Geografia Física 6, 91-99. Disponível: http://www.cprm.gov.br/publique/media/Art_Marcuzzo_ano.pdf. Acesso: 10 ago. 2017.
Marinho Filho, G. M. et al., 2012. Modelos hidrológicos: conceitos e aplicabilidades. Revista de Ciências Ambientais 6, 35- 47. Disponível: http://www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Rbca/article/view/268. Acesso: 23 ago. 2017.
Mello, A. C., 2006. Análise da cidadania enquanto poder na implementação do comitê de bacia hidrográfica do Rio Santo Antônio, sul do Estado do Tocantins. Dissertação (Mestrado). Palmas, Universidade Federal do Tocantins, Curso de Pós-Graduação em Ciência do Ambiente.
Pires, J. S. R.; Santos, J. E. dos; Del Prette, M. E. A Utilização do Conceito de Bacia Hidrográfica para a Conservação dos Recursos Naturais. In: Schiavetti, A., Camargo, A. F. M. 2002, Conceitos de bacias hidrográficas: teorias e aplicações, Editus, Ilhéus.
Santos, A. M. et al., 2012. Análise morfométrica das sub-bacias hidrográficas Perdizes e Fojo no município de Campos do Jordão, SP, Brasil. Ambi-Agua 7, 195-211. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/ambiagua/v7n3/v7n3a16.pdf. Acesso: 3 jul. 2017.
Santos, L. L., 2009. Modelos Hidráulicos-Hidrológicos: Conceitos e Aplicações. Revista Brasileira de Geografia Física 2, 1-19. Disponível: http://www.revista.ufpe.br/rbgfe/index.php/revista/article/viewFile/50/58. Acesso: 15 ago. 2017.
Silva, B. S. G., 2004. Delimitação automática de bacias usando o programa TAUDEM/MAPWINDO. Nota Técnica – Ministério da Ciência e Tecnologia, INPE, São José dos Campos.
Sobrinho, T. A. et al., 2010. Delimitação automática de bacias hidrográficas utilizando dados SRTM. Eng. Agríc., Jaboticabal 30, 46-57. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/eagri/v30n1/a05v30n1. Acesso: 15 ago. 2017.
Souza, J.O.P.; Almeida, J.D.M., 2014. Modelo digital de elevação e extração automática de drenagem: dados, métodos e precisão para estudos hidrológicos e geomorfológicos.
Boletim de Geografia 32, 134-149. Disponível: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/20470. Acesso: 10 ago. 2017.
Souza, R. M.; Formiga, K. T. M.; Veiga, A. M. Caracterização morfométrica e delimitação da bacia hidrográfica do Córrego Samambaia – GO a partir de dados do SRTM. In: Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, 16., 2013, Foz do Iguaçu. Anais... Foz do Iguaçu: INPE, 2013. p. 5880-5887.
Souza, V. C. B.; Moraes, L. R. S.; Borja, P. C., 2013. Déficit na drenagem urbana: buscando o entendimento e contribuindo para a definição. Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais 1, 162-175.
Teodoro, V. L. I. et al., 2007. O conceito de bacia hidrográfica e a importância da caracterização morfométrica para o entendimento da dinâmica ambiental local. Revista Uniara 20, 136-155. Disponível: http://www.uniara.com.br/legado/revistauniara/pdf/20/RevUniara20_11.pdf. Acesso: 4 jul. 2017.
Tonello, K. C., 2005. Análise hidroambiental da bacia hidrográfica da cachoeira das Pombas, Guanhães, MG. Tese (Doutorado em Ciências Florestal). Viçosa, Universidade Federal de Viçosa.
Tonello, K. C. et al., 2006. Morfometria da bacia hidrográfica da Cachoeira das Pombas, Guanhães - MG. Revista Árvore 30, 849-857. Disponível: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-67622006000500019. Acesso: 22 ago. 2017.
Tucci, C. E. M.; Mendes, C. A. 2006, Avaliação ambiental integrada de bacia hidrográfica. Ministério do Meio Ambiente, SQA, Brasília.
Vilela Filho, L. R.; Vitte, A. C. A utilização de técnicas morfométricas do relevo aplicadas na determinação da fragilidade ambiental: o caso da bacia do córrego Proença, município de Campinas (SP). In: Encontro de Geógrafos da América Latina, 10., 2005, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2005. p. 16272-16284.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2018 Alesi Teixeira Mendes

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors who publish with Revista Brasileira de Geografia Física agree to the following terms:
Authors retain copyright and grant the journal right of first publication with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0) license that allows others to share the work with an acknowledgement of the work's authorship and initial publication in this journal.
Authors are able to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the journal's published version of the work (e.g., post it to an institutional repository or publish it in a book), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
Authors are permitted to make their work available online before or during the editorial process, on academic social networks, digital repositories, or preprint servers. After publication in Revista Brasileira de Geografia Física, authors are expected to update the preprint or postprint versions on the platforms where they were originally made available, providing a link to the final published version and any other relevant information, with proper recognition of authorship and the initial publication in this journal.
You are free to:
Share — copy and redistribute the material in any medium or format for any purpose, even commercially.
Adapt — remix, transform, and build upon the material for any purpose, even commercially.
The licensor cannot revoke these freedoms as long as you follow the license terms.
Under the following terms:
Attribution — You must give appropriate credit , provide a link to the license, and indicate if changes were made . You may do so in any reasonable manner, but not in any way that suggests the licensor endorses you or your use.
No additional restrictions — You may not apply legal terms or technological measures that legally restrict others from doing anything the license permits.