Uma Análise fitogeográfica de ecossistemas costeiros: um estudo comparativo
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.2.p1364-1377Palavras-chave:
Ecologia das Plantas, Flora lenhosa, Restingas, Tabuleiros, Mata Atlântica, AmazôniaResumo
A pesquisa objetivou analisar a vegetação lenhosa das restingas e tabuleiros do Nordeste brasileiro, buscando entender a dinâmica da distribuição de espécies dentro desses ecossistemas. Inicialmente foram buscadas na literatura científica listas de levantamentos florísticos para montagem de um banco de dados sobre espécies lenhosas. Posteriormente foram realizados a análise de agrupamento por médias aritméticas não ponderadas e o escalonamento multidimensional não-métrico. Foram ainda coletados dados sobre os domínios fitogeográficos de origem das espécies e dados sobre as normais climatológicas do Nordeste. Foram identificados 72 pontos amostrais englobando 1254 espécies pertencentes 471 gêneros e 101 famílias botânicas, as três famílias mais frequentes foram Fabaceae (100 %), Anacardiaceae (83,33 %), Malpighiaceae (81,94 %). Os três gêneros mais frequentes foram Byrsonima (81,84 %), Ouratea (70,93 %), Anacardium (68,05 %). As três espécies mais frequentes foram Anacardium occidentale (68,5 %), Guettarda platypoda (44,44 %), Manilkara salzmannii (43,05 %). As análises estatísticas de similaridade demonstraram que as restingas e tabuleiros do Nordeste compartilham muitas espécies. O domínio fitogeográfico com mais infuência sobre a composição de espécies foi a Mata Atlântica, mas a grande presença de espécies endêmicas da Amazônia corrobora com as hipóteses de que estes dois domínios já estiveram ligados.
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