Modelo Linear de Mistura Espectral: Análise das potencialidades do sensor WFI na detecção de corte seletivo
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.6.p4647-4662Palavras-chave:
Floresta Amazônica, Imagens Satélites, Exploração Seletiva de Madeira, Sensoriamento Remoto.Resumo
O objetivo do trabalho consistiu em analisar a Exploração Seletiva de Madeira (ESM) em uma região no Estado de Mato Grosso, utilizando imagens de satélites com diferentes resoluções espaciais, a fim de quantificar os polígonos detectados e consequentemente, realizar o cálculo de área (ha) para as clareiras resultantes dessa atividade, evidenciando a proporção de pixels de solo exposto obtidos para as cenas dos sensores OLI-Landsat-8, MSI-Sentinel-2, PAN5M-CBERS-4, MUX-CBERS-4 e WFI-CBERS-4. A metodologia consistiu no processamento digital de imagens, envolvendo a composição colorida e a aplicação do Modelo Linear de Mistura espectral (MLME). O ano selecionado para o estudo foi 2019, que de acordo com os dados apontados pelo INPE, houve elevada emissão de alertas de danos florestais e também a disponibilidade de imagens sem a cobertura de nuvens para a região analisada. Os resultados mostram que os polígonos registrados se distinguiram conforme cada sensor, apresentando área proporcional ao pixel, ou seja, aumentou à medida que a resolução espacial diminuiu. Os polígonos e áreas para a região de estudo na imagem PAN5M fusionada com a MUX foi de 2884 polígonos e representou área de 101,994 ha; Sentinel-2 foi de 2810 e 174,826 ha; MUX foi de 2125 e 295,0335 ha; Landsat-8 OLI foi de 2116 e 553,1613 ha e WFI foi de 856 e 1144,972 ha. Ainda que haja ampliação da área, o MLME possibilita um ganho nas detecções, em especial para imagens de média resolução espacial, em que pequenas clareiras parcialmente coberta por vegetação se tornam evidentes, pois ele realça regiões que estão perdendo a cobertura florestal, tornando a detecção possível de ESM em imagens com diferentes resoluções espaciais
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