Hidrodinâmica no Médio Curso do Rio Itapecuru, na Cidade Caxias, Maranhão
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.02.p%20928-967Palavras-chave:
Rio Itapecuru, Caxias (MA), Hidrodinâmica, Sedimentos de fundoResumo
A análise da hidrodinâmica em sistemas de bacias hidrográficas é crucial para compreender as particularidades dos rios e a disponibilidade de água. O estudo foi conduzido no trecho médio do rio Itapecuru, localizado em Caxias (MA), com a finalidade de examinar variáveis hidrodinâmicas. A metodologia envolveu atividades de gabinete, de campo e de laboratório. No gabinete, a fundamentação teórica, a construção da base cartográfica e a tabulação dos dados foram realizadas. Em campo, foram feitas medições hidrodinâmicas em 15 segmentos transversais do rio, cobrindo os períodos de enchente e estiagem. Instrumentos como o ecobatímetro, o molinete fluviométrico e o turbidímetro foram utilizados para medir profundidade, largura, velocidade do fluxo e turbidez. A draga Van Veen recolheu os sedimentos. No laboratório, os sedimentos passaram por uma análise granulométrica utilizando o método de pipetagem. Os resultados indicaram variações importantes: durante a seca, as áreas de seção variavam de 16,32 m2 a 158 m2, com profundidades médias variando de 1,10 m a 3,10 m, e velocidades variando de 1,12 ms−1 a 1,223 ms−1. Durante a cheia, as áreas variavam de 152,81 m2 a 310,96 m2, com profundidades variando de 4,13 m a 6,76 m, com velocidades variando de 1,12 ms−1 a 1,223 ms−1. De 14 UNT a 39,40 UNT, a turbidez variou. Em ambos os períodos, prevaleceu a areia fina, com concentrações variando de 93,2% a 99,15% na seca e de 65,95% a 99,7% durante a cheia. Essas informações destacam as alterações sazonais na hidrodinâmica e nos sedimentos do rio.
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