Cidadania sitiada: Há um dilema entre isolamento social e mobilização negacionista?

Autori

  • André Ricardo do Passo Magnelli Ateliê de Humanidades
  • Paulo Henrique Martins Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.51359/2179-7501.2020.247829

Parole chiave:

pandemia, negacionismo, governo, convivialidade

Abstract

A população brasileira tem estado no fogo cruzado de alternativas binárias drásticas entre isolamento social e mobilização negacionista, gerando ansiedade crescente por não se vislumbrar solução para a pandemia no médio prazo. Por um lado, vemos a campanha “fique em casa” e o confinamento social, que procura prevenir a propagação acelerada do coronavírus, convidando os indivíduos a assumirem a responsabilidade individual e coletiva pela saúde pública e seguindo as recomendações científicas e sanitárias. Por outro lado, vemos a campanha “O Brasil não pode parar”, que prega a retomada “normal” da vida e do trabalho, minimizando os riscos da pandemia e seguindo as orientações negacionistas do bolsonarismo. É preciso identificar os diferentes grupos sociais que defendem a retomada das atividades socioeconômicas – ou que simplesmente desobedecem à política de isolamento social – e entender suas motivações e motivos. Só a partir disso não só podemos entender por que o governo Bolsonaro mantém seguidores fiéis em parcelas significativas da população, que entendem que ele está agindo bem em meio à pandemia. Só a partir daí podemos propor, de forma igualmente crítica, as condições e as formas pelas quais é possível uma política instrumentalmente eficaz e moral e politicamente legítima para combater a pandemia do novo coronavírus.

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Pubblicato

2021-01-06