Homens Negros, Negro Homem: a perspectiva de um feminismo negro

Alan Augusto Ribeiro

Resumo


Masculinidades negras tem aparecido recorrentemente em discussões públicas e pesquisas acadêmicas em leituras que parecem girar em torno de lugares analíticos opostos. De um lado, ressalta-se a potência social/sexual, certos privilégios sociais limitados e representações de não-humanidade simbólica. De outro lado,impotência social, privilégios subordinados, e representações de quase-humanidade simbólica. Estas leituras, na presente interpretação, não deixam de ser produtivas, pois ainda são necessárias porque ajudam a suscitar a ambivalência das masculinidades vividas por homens negros em sociedades erquidas na dominância, estruturadas nas desigualdades de gênero e constituidas por processos múltiplos de diferenciação racial. Entretanto, ao registrar um conjunto de leituras analíticas de feministas negras sobre masculinidades e homens negros, pretendo registrar que algumas destas análises feitas por estas feministas nos ajudam a fazer inflexões que ajudam a avançar em uma compreensão não-dicotômica acerca destas masculinidades, vistas como processos de socialização e de constituição de sujeitos políticos complexos.


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