“MARACATU É UM BRINQUEDO PESADO!”: NOTAS SOBRE AS DIMENSÕES DA “CULTURA DO BAQUE SOLTO”

Leonardo Leal Esteves

Resumo


Neste artigo aponto alguns aspectos relacionados aos sentidos e à dinâmica dos maracatus de baque solto na produção de sua “brincadeira”. Apesar do poder público se relacionar com os maracatuzeiros por meio de uma lógica cada vez mais “burocrática” no sentido weberiano, o maracatu - como afirmam seus representantes - é um “brinquedo pesado!”. Suas práticas e representações parecem estar mais próximas a uma dinâmica que envolve ao mesmo tempo brincadeira, sacrifício, dádiva, ritual e espetáculo, ao que os próprios maracatuzeiros chamam genericamente de “cultura do baque solto”. Neste sentido, as exigências em torno da “adequação” e “formalização” desta “cultura” para que seus representantes possam ter acesso às ações de incentivo e apoio e fomento do poder público, parecem ser conflitantes com toda a “carga” de seu universo simbólico e experiencial.


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