Contracultura e transgressão: uma análise do álbum “tropicalia ou panis et circencis” (1968)
DOI:
https://doi.org/10.22264/clio.issn2525-5649.2018.36.1.13Palavras-chave:
Tropicália, Contracultura, Música de resistência, Ditadura MilitarResumo
O movimento tropicalista é um exemplo significativo das manifestações culturais que marcaram a década de 1960 no Brasil. A influência mútua aproximou músicos que sentiam-se desafiados à crítica cultural do período. O presente artigo intenta mostrar a Tropicália como um movimento de contracultura que se propôs a evidenciar certas práticas e costumes conservadores da sociedade brasileira, bem como a transgredi-los. A crítica proposta no álbum vai além daquela endereçada às forças repressoras do Estado-militar, e abrangem as posturas conservadoras no âmbito musical, estético, comportamental e sexual. Lançado no ano de 1968 o disco-manifesto coletivo Tropicália ou panis et circenses, representa um novo momento na canção brasileira: a abertura explícita aos diálogos culturais. O estudo de algumas canções desse disco-manifesto é o que impulsiona esse estudo.
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