BEATO, SIM! SANTO, NÃO! José de Anchieta, de Apóstolo e Taumaturgo do Brasil a construtor da nacionalidade

Eliane Cristina Deckmann Fleck

Resumo


Resumo: Desde sua morte, em 1597, biógrafos – leigos ou religiosos – têm ressaltado a importância do jesuíta José de Anchieta na formação religiosa e moral do povo brasileiro. Apresentado como “Apóstolo do Brasil”, “santo símbolo e construtor de nossa nacionalidade” e como “taumaturgo que vela pela felicidade de nossa Pátria”, Anchieta continua à espera de sua canonização. Em meados da década de sessenta, a figura do missionário jesuíta foi resgatada por intelectuais, religiosos e governantes que se valeram de sua força moral para difundir um projeto de defesa da integridade do território e de luta contra as ameaças estrangeiras.À apropriação – explícita ou não – do pensamento anchietano pelos ideólogos do regime militar, se agregou, em 1965, o empenho de padres e leigos católicos pela instituição do Dia de Anchieta. As atividades culturais programadas pela Comissão Nacional encarregada de celebrar a data alusiva a José de Anchieta não apenas parecem confirmar a valorização da força moral do jesuíta e a apropriação de seu discurso integracionista, como apontar para o apoio que a Causa de sua beatificação recebeu, ao difundirem a fama de milagreiro do “Taumaturgo do Brasil”.

 

Palavras-Chave: Dia de Anchieta; Nacionalidade; Beatificação


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