Rosário da Concórdia: Vieira e os fundamentos místicos da paz social

Guilherme Amaral Luz

Resumo


Resumo: A escravidão africana na América portuguesa ou, mais especificamente, a concepção jesuítica sobre sua legitimidade ou não, é um assunto sobre o qual a historiografia brasileira é riquíssima em mal entendidos. Seja pelo viés de uma suposta contradição entre escravidão e cristianismo, da postulação (mais ou menos explícita) de uma hipocrisia da Igreja ou da predominância do pragmatismo econômico sobre a universalidade cristã no “pensamento jesuítico”; tais abordagens pouco têm se atentado para o exercício retórico que busca compreender o escravismo no interior da história cristã, conforme os preceitos teológicopolíticos assumidos pelos inacianos. Pois os sermões de Vieira sobre a questão, todos eles devotados a Nossa Senhora do Rosário, são, ao mesmo tempo, fontes desses mal entendidos e materiais em potência para sua dissolução. Nesta apresentação, buscaremos mostrar que a concepção de Vieira sobre o cativeiro africano não se isola da história profética de Portugal como Estado providencialmente destinado a promover o retorno do mundo à primavera dos tempos. Nessa chave de leitura, afinada com a teleologia profética de Vieira, a devoção ao Rosário fornecerá uma gramática de signos a serviço da compreensão alegórico-misteriosa do enigma da escravidão.

 

Palavras Chaves: Antônio Vieira; Escravidão; Rosário


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