REVOLTAS INDÍGENAS, A CRIAÇÃO DO GOVERNO GERAL E O REGIMENTO DE 1548.

Maria Hilda Baqueiro Paraiso

Resumo


Nas tradicionais análises acerca da decisão da Coroa portuguesa de instituir uma administração centralizada para sua colônia americana, um aspecto tem sido desconsiderado como relevante: a ameaça representada pelas constantes revoltas indígenas na década de 40 aos investimentos realizados pelo Estado e por particulares. Essa questão aliava-se à incapacidade de os donatários efetivarem projetos de povoamento e colonização, a ausência de mecanismos coordenadores das forças defensivas terrestres e navais e de ações coletivas voltadas para o mesmo objetivo - colonizar e garantir a posse da terra conquistada aos índios. A essa preocupação somava-se a existência de comércio regular entre nativos e franceses. O Regimento de 1548, criado para orientar as ações do governador, definiu, pela primeira vez, a política indigenista portuguesa que buscava conciliar a repressão e escravização dos revoltosos  a medidas conciliatórias voltadas para o estabelecimento de alianças e cooperação, atitudes essências para efetivar a colonização da América portuguesa. São esses aspectos que vamos tratar nesse artigo. 


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