O que pode a imaginação na aprendizagem histórica?

Nilton Mullet Pereira

Resumo


O artigo se propõe a um debate teórico sobre o ensino e a sala de aula de História. Esse debate se dá com base nas contribuições do filósofo Henri Bergson e do teórico do campo da teoria da História, Hayden White. A ideia central consiste em problematizar o que se ensina e o modo como se ensina História na sala de aula da escola básica. Essa problematização considera a imaginação como elemento vital na criação conceitual e na constituição de relações com o passado. Nesse sentido, as considerações teóricas realizadas no âmbito deste artigo se desdobram em proposições de como produzir provocações que levem do tempo cronológico da sala de aula e da relação linear que temos com o passado, desde o eurocentrismo, ao tempo da imaginação, virtualidade vital que enseja um jogo que tem a potência do passado como forma de problematizar o presente e abrir o futuro. 


Palavras-chave


Iimaginação; Aprendizagem histórica;Tempo; Ensino de História

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DOI: https://doi.org/10.22264/clio.issn2525-5649.2020.38.1.06

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