Engenhos, açúcares e negócios na Capitania de Pernambuco (c.1655– c.1750)

Breno Lisboa

Resumo


A economia açucareira na capitania de Pernambuco entre meados do século XVII e meados do século XVIII passou por vários problemas e dificuldades. Senhores de engenho e lavradores de canas se queixavam continuamente de muitas vezes não conseguirem produzir a contento. No entanto, em meio a tantos problemas o número de engenhos em Pernambuco não cessava de crescer neste interregno de cem anos, sugerindo que outros negócios que estavam além do âmbito dos engenhos e lavouras animavam e tornavam possível a superação das dificuldades na produção de açúcar. Desse modo, percebemos que os ramos de negócio mais importantes da capitania estavam interligados ao açúcar, gerando considerável acumulação interna em Pernambuco. Era assim essa acumulação interna que permitia novos investimentos em engenhos, possibilitava que a economia açucareira se reabilitasse e que o açúcar permanecesse como o produto mais importante da capitania no período.


Palavras-chave


Engenhos; Economia açucareira; Comércio

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