Imperialismo, cultura e construção de identidades: as experiências de romanos, britânicos e franceses

Susana Cesco, Yuri Corrêa Araújo

Resumo


Ao comparar os impérios Francês e Inglês com o Romano, Hannah Arendt em seu livro “As Origens do Totalitarismo” afirmava que a arte de construir impérios à maneira romana havia se perdido. As grandes potências do final do século XIX e início do XX jamais conseguiram recriar uma estrutura que, assim como na antiguidade, fosse capaz de manter unidas identidades e culturas distintas por um longo período em um corpo político centralizado. Partindo deste prisma o objetivo deste artigo é tratar, em linhas gerais, dentro de uma perspectiva comparada, as estratégias utilizadas por ingleses, franceses e romanos, na construção e manutenção de seus impérios, respectivamente no último quartel do século XIX e até meados do século XX e nos séculos I e II d.C.


Palavras-chave


Imperialismo; Cultura; Identidade

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