AS TUPI QUE COMEM E AS QUE SÃO "COMIDA": ANTROPOFAGIA E REPRESENTAÇÕES FEMININAS EM CRÔNICAS DOS SÉCULOS XVI E XVII.

Erika Karine Gualberto de Farias, Suely Creusa Cordeiro de Almeida, Ricardo Pinto de Medeiros

Resumo


Com foco nas experiências históricas das mulheres dos povos Tupi na antropofagia, este artigo proveio da exploração das representações, construídas entre finais do século XVI e início do XVII, em textos de cronistas colonos e viajantes, leigos e religiosos que escreveram a respeito das indígenas da faixa litorânea situada entre a Capitania de Ilhéus e a Ilha do Maranhão. Durante a elaboração deste trabalho, foi percebido que tais nativas não foram somente representadas agindo na prática antropofágica, existindo também indicativos de que as índias poderiam ser destinadas a serem imoladas nela. Constatada a existência de registros nas crônicas que sugeririam as indígenas como passíveis de serem vitimadas nesse tipo de repasto, se notou que essa constatação indicaria a necessidade de revisão das interpretações mais aceitas sobre o sentido – ou sentidos – do exercício do “comer o outro”. 


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