A MADEIRA-MAMORÉ E O IMPERIALISMO NA AMAZÔNIA.

Dante Ribeiro da Fonseca

Resumo


A origem da cidade de Porto Velho é colocada no contexto das relações dos países capitalistas centrais com os países periféricos à luz do conceito de imperialismo, procura-se evidenciar a insuficiência das causas, apontadas pela historiografia local, que explicam a mudança do ponto inicial da ferrovia. O interesse do capital internacional em abrir a Amazônia à explora-ção, bem como os precedentes das ações agressivas das nações capitalistas sobre a Ásia, África e América Central, gera-ram um clima de extrema desconfiança por parte dos brasileiros, justificado pela minuta de protocolo entre os governos da Bolívia e dos E.U.A, que motivou a ação de Galvez e, posteriormente, por conta do caso do Bolívian Syndicate, a revolução Acreana. Dentro desse contexto histórico e da mentalidade colonialista dos países centrais procura-se entender melhor a origem desta cidade. Descritores: Porto Velho, Amazônia, Rondônia, Acre, Guerra do Acre, Ferrovia técnicos, Primeiro Ciclo da Borracha, Disputa Territorial, Tratado de Petrópolis, Borracha, Bolivian Syndicate.Pretende-se neste trabalho, explicar as práticas e decisões da administração da ferrovia com base no conceito de imperialismo. A partir deste conceito será possível, utilizando o suporte da argumentação empírica, evidenciar o fato de que muitas das decisões tomadas pela companhia que construiu a ferrovia Madeira-Mamoré não possuíam o caráter exclusivamente téc-nico-administrativo atribuído pela historiografia corrente, mas estavam informadas por determinadas concepções políticas e ideológicas dominantes na época, cujo conjunto faz parte do conceito ora utilizado. 

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