A FRENTE DE MOBILIZAÇÃO POPULAR, A ESQUERDA BRIZOLISTA E A CRISE POLÍTICA DE 1964

Jorge Ferreira

Resumo


Pesquisas na área das Ciências Humanas comprovaram a atuação de políticos, militares e empresários nos episódios que culminaram no golpe civil-militar de 1964 no Brasil. No entanto, tema ainda pouco freqüentado na bibliografia é o papel representado pelas esquerdas naquele processo. A imagem que nos foi legada é a de que a radicalização política foi exclusiva de elementos conservadores e reacionários, enquanto as esquerdas apenas defendiam as reformas e a democracia. Bastante popularizada, trata-se da tese que alude ao "golpe preventivo". O artigo discute as estratégias políticas das esquerdas que, no governo de João Goulart, integraram a Frente de Mobilização Popular (FMP), em particular os seguidores de Leonel Brizola, conhecidos como nacional-revolucionários. Em processo de radicalização crescente, as esquerdas participaram ativamente das lutas e dos conflitos políticos, contribuindo para o impasse que culminou na derrocada do governo e da democracia em março 1964. 

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