Frei Betto e as cartas da prisão: a edificação de um projeto memorialístico

Autores

  • Bruno Dias Santos Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) - Faculdade de Ciências e Letras de Assis-SP/ Doutorando

DOI:

https://doi.org/10.22264/clio.issn2525-5649.2018.36.1.11

Palavras-chave:

Memória, Ditadura civil-militar, Frei Betto, Cartas

Resumo

O monopólio da memória da ditadura civil-militar brasileira é disputado ferozmente por militantes de esquerda e militares desde a deposição do presidente João Goulart em 1964. No entanto, já se avalia que ­­ essa batalha se estende ao interior desses grupos (por não serem monolíticos). Dessa forma, a análise das cartas de frei Betto busca compreender o trabalho de edificação de seu projeto memorialístico sobre o período, de maneira a ressaltar como a memória foi utilizada pelo autor para se posicionar diante dos conflitos que marcaram seu contexto de produção. Pretende-se rastrear as estratégias discursivas desenvolvidas pelo escritor para reivindicar o estatuto de verdade à sua narrativa perante as versões dos adversários políticos e dos companheiros de militância.

Biografia do Autor

Bruno Dias Santos, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) - Faculdade de Ciências e Letras de Assis-SP/ Doutorando

Doutorando em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) - Faculdade de Ciências e Letras de Assis-SP; Possui mestrado e graduação em História pela mesma instituição. Suas pesquisas concentram-se na História do Brasil Republicano, com ênfase na ditadura civil-militar (1964-1985).

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Publicado

12-01-2018