A construção histórica da decadência e do futuro de Goiás

imprensa e governo entre o passado e o futuro (1870-1889)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-5649.2025.264391

Palavras-chave:

ouro, decadência, imprensa, governo

Resumo

O artigo analisa a construção político-discursiva acerca da decadência enunciada pelos administradores públicos e privados entre os anos de 1870-1889, publicadas nos jornais da Província de Goiás. A partir da conjuntura social, econômica, política e tecnológica da época, avalia-se as potencialidades da província de Goiás para vencer o “atraso” e a “decadência” após o término do período aurífero.

Biografia do Autor

Rita de Cássia Guimarães Melo, Fundação Universidade Federal do Tocantins

Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é Professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Referências

Alcir Lenharo, As tropas da moderação: o abastecimento da corte na formação política do Brasil (1808-1842), Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1993.

Alfredo D’Escragnolle Taunay, A província de Goyaz: exposição de 1875, Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1876.

Alfredo Wagner Berno de Almeida, A ideologia da decadência: leitura antropológica a uma história da agricultura do Maranhão, Rio de Janeiro: Casa 8/Fundação Universidade do Amazonas, 2008.

Ana Rosa Cloclet da Silva, “Império, província, periferia”, Revista do Arquivo Público Mineiro, Revista de História Regional, v. 17, (2012), pp. 34-51.

André Luciano Simão, “Minas Gerais e o Congresso Agrícola de 1878: demandas, temores e percepções dos produtores rurais mineiros”, XI Seminário sobre a Economia Mineira, Diamantina: Cedeplar/UFMG, 2015, pp. 1-25.

Ângela Alonso, “Crítica e contestação: o movimento reformista da geração 1870”, Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 15, n. 44 (2000), pp. 35-55.

Ângela Alonso, Idéias em movimento: A geração de 1870 na crise do Brasil-Império, São Paulo: Paz e Terra, 2002.

Aníbal Quijano, “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”, in Edgardo Lander (Org.), Perspectivas latino-americanas, Buenos Aires: CLACSO, 2005, pp. 117-142.

Antônio Carlos Robert de Moraes, Bases da formação territorial do Brasil, São Paulo: Hucitec, 2000.

Auguste de Saint-Hilaire, Viagem à província de Goiás, Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1975.

Celso Furtado, Formação econômica do Brasil, São Paulo: Nacional, 2003.

David Graham McCreery, Frontier Goiás, 1822-1889, Califórnia: Stanford University Press, 2006.

Fernand Braudel, As estruturas do cotidiano: civilização material, economia e capitalismo séculos XV-XVIII, São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Francisco Iglesias, “Vida política, 1848-1868”, in Sérgio Buarque de Holanda (org.), História Geral da Civilização Brasileira – Tomo II, O Brasil monárquico, volume 5: Reações e transações, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004, pp. 17-139.

Gildo Magalhães, “Ciência e técnica no Brasil durante a monarquia (1808-89)”, História, v. 1, n. 148 (2003), pp. 125-156.

Ilmar Rohloff de Mattos, O tempo saquarema: a formação do Estado Imperial, São Paulo: Hucitec, 1987.

Isabel Lustosa, Insultos impressos: a guerra dos jornalistas na independência, 1821–1823, São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

João José Reis, “Os ciganos são bons trabalhadores: notas sobre o trabalho livre e escravo na Bahia oitocentista”, in Maria Yedda Linhares, et al. (Orgs.), História geral do Brasil, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990. pp. 405-432.

Joaquim de Almeida Leite Moraes, Apontamentos de viagem, São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2011.

José Carlos Barreiro, “Resenha de David McCreey, Frontier Goiás (1822-1889), Califórnia: Stanford University Press, 2006”, História, São Paulo, v. 26, n. 2 (2007), pp. 410-413.

José Jobson de Andrade Arruda, “Decadência ou crise do império luso-brasileiro: o novo padrão de colonização do século XVIII”, Revista USP, n. 46 (2000), pp. 66-78.

José Murilo de Carvalho, A construção da ordem: a elite política imperial, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.

Keila Grinberg, “Escravidão, alforria e direito no Brasil oitocentista: reflexões sobre a lei de 1831 e o “princípio da liberdade” na fronteira sul do Império brasileiro”, in Lilia Moritz Schwarcz; José Flávio Saraiva (Org.). Nação e cidadania no Império: novos horizontes, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. pp. 63–83.

Keila Grinberg, O fiador dos brasileiros: cidadania, escravidão e direito civil no tempo de Antonio Pereira Rebouças, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

Lucas Schuab Vieira, “A imprensa como fonte para a pesquisa em história: teoria e método”, Biblioteca Online de Ciências da Comunicação, https://arquivo.bocc.ubi.pt/pag/vieira-lucas-2013-imprensa-fonte-pesquisa.pdf.

Luís Antônio Estevam e Paulo Borges Campos Júnior, “Caminhando nos trilhos da ocupação econômica de Goiás”, CEPPG-CESUC, n. 27 (2012), pp. 60-84.

Manolo Florentino, Em costas negras: uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (séculos XVIII e XIX), Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997.

Marco Morel, As transformações dos espaços públicos: imprensa, atores políticos e sociabilidades na cidade imperial (1820-1840), São Paulo: Hucitec, 2005.

Marcos André Torres de Souza, “O século 18 em Goiás e a cosmovisão barroca: dois estudos de caso”, História Revista, v. 20, n. 2 (2015), pp. 140-174.

Maria Helena Pereira Toledo Machado, “Um mitógrafo no império: a construção dos mitos da história nacionalista do século XIX”, Estudos Históricos, v. 14, n. 25 (2000), pp. 63-80.

Maria Odila Leite da Silva Dias, A interiorização da metrópole e outros estudos, São Paulo: Alameda, 2005.

Nelson Werneck Sodré, História da imprensa no Brasil, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.

Noé Freire Sandes e Cristiano Alencar Arrais, “História e memória em Goiás no século XIX: uma consciência da mágoa e da esperança”, Varia História, v. 29, n. 51 (2013), p. 847-861.

Reinhart Koselleck, Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos, Rio de Janeiro: Contraponto – PUC-Rio, 2006.

Robert Darnton, grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa, Rio de Janeiro: Graal, 1990.

Roberto C. Simonsen, História econômica do Brasil (1500–1820), São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1960.

Roseli Martins Tristão, “Formas de vida familiar na cidade de Goiás nos séculos XVIII e XIX”, Dissertação (Mestrado em História), Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 1998.

Sérgio Buarque de Holanda, História Geral da Civilização Brasileira – Tomo II: O Brasil Monárquico, vol. 7: Do Império à República. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1986.

Sidney Chalhoub, Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Belle Époque, Campinas: Editora Unicamp, 1990.

Tamar Garb, The body in time: figures of femininity in late nineteenth-century France, Washington: National Gallery of Art, 1998.

Thiago F. Sant’Anna. “Os abolicionismos na cidade de Goiás: pluralidades e singularidades nos anos 1880”. Élisée, v. 2, n. 2 (2013), pp. 92-107.

Virgílio Noya Pinto, O ouro brasileiro e o comércio anglo-português: uma contribuição aos estudos da economia atlântica no século XVIII, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.

Downloads

Publicado

14-11-2025