Do ódio da política às cinco provas no fardão

as articulações de Mauro Mota durante o regime militar para conquista da vaga na Academia Brasileira de Letras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-5649.2025.264879

Palavras-chave:

Mauro Mota, história da intelectualidade, ditadura militar

Resumo

Este artigo trata da trajetória política do intelectual pernambucao Mauro Mota e sua articulação política, durante o regime militar, para a conquista da imortalidade na Academia Brasileira de Letras. Formado na Faculdade de Direito do Recife, Mauro foi um importante jornalista no Estado, tendo passagens pelos jornais Diario da Manhã, onde iniciou a carreira, e pelo Diario de Pernambuco, sendo neste último se destacado por um suplemento literário editado por ele, nos anos 1940 e 1950, e que ajudou a revelar escritores e talentos dentro do seu círculo de relações. Este trabalho mostra a trajetória de Mauro Mota e sua relação política em momentos importantes da história recente e de sua trajetória profissional. Utilizamos como fontes artigos de jornais, relatos de intelectuais do período e correspondências trocadas por ele durante sua campanha para a conquista da vaga na academia em 9 de janeiro de 1970.

Biografia do Autor

Tércio de Lima Amaral, Rede Municipal de Jaboatão dos Guararapes

Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professor da Rede Municipal de Jaboatão dos Guararapes.

Referências

Andrade Lima Filho, China Gordo: Agamenon Magalhães e sua época, Recife: Ed. Universitária, 1976.

Barbosa Lima Sobrinho, “Mauro Mota”, Revista do Arquivo Público, v.1, n.1 (1984), pp. 105-107.

“Bibliografia de Mauro Mota”, Revista do Arquivo Público, v. 1, n. 1 (1984), pp. 19-48.

Diogo Cunha, “Intelectuais conservadores, sociabilidade e práticas da imortalidade: a Academia Brasileira de Letras durante a ditadura militar (1964-1979)”, História Unisinos, v. 18, n. 3 (2014), pp. 544-557.

Diogo Cunha, “O campo intelectual no Brasil nas décadas de 1960 e 1970: a “estrutura cultural conservadora”, as universidades e as esquerdas”, História Unicap, v. 3, n. 5 (2016), pp. 100-120.

Luiz do Nascimento, História da imprensa de Pernambuco (1821-1954), Recife: Imprensa Universitária – Universidade Federal de Pernambuco, 1996.

Márcio André Martins Moraes, “A importância do sentimento religioso para interiorização do integralismo em Pernambuco nos anos 1930: o caso do município de Garanhuns”, Paralellus, v. 5, n. 9 (2014), pp. 9-24.

Mauro Mota, Manuel Bandeira ou algumas variações em torno de Evocação do Recife e profundamente, Recife: Ed. Universitária, 1978.

Nilo Pereira, Mauro Mota e seu tempo, Recife: Associação da Imprensa de Pernambuco, 1987.

Paulo Cavalcanti, Homens e ideias do meu tempo. Recife: Nordestal, 1993.

Pierre Bourdieu, Razões práticas: sobre a teoria da ação, Campinas: Papirus, 1996.

Roberto Motta, “Mauro Mota, Memória, Data e Festa”, Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, n. 65 (2012), pp. 227-254.

Vladimir Safatle, O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo, Belo Horizonte: Autêntica, 2018.

Downloads

Publicado

11-12-2025