Papel dos critérios de prioridade de triagem na admissão de doentes críticos
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963-v7i7a11727p4747-4753-2013Palavras-chave:
terapia intensiva, mortalidade, prognóstico, seleção de pacientesResumo
Objetivos: estabelecer o número médio de dias que o paciente crítico permaneceu na sala de emergência por falta de vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), correlacionando dificuldades e facilidades para a obtenção desta vaga. Método: estudo descritivo, exploratório com abordagem quantitativa, realizado em um hospital público de uma cidade litorânea do estado de São Paulo, que não dispõe de UTI. Os dados coletados em 28 prontuários de pacientes que aguardavam na sala de emergência, a transferência para UTI em outro hospital no período de dezembro de 2010 a abril de 2011, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVAP (H187/2010). Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente com o auxílio do software Excel® e programa Office® 2007 da Microsoft®. Resultados: constatou-se que dos 28 prontuários avaliados, 26 pacientes foram transferidos para UTI e 02 foram a óbito, antes de obterem a vaga. Esses dois pacientes pertenciam ao critério de prioridade 1. Todos os pacientes em critério de prioridade 2 e 3 foram transferidos. Não houve paciente classificado em prioridade 4. A média de permanência foi de 2 ± 3,1 dias e a mediana de 2 (1-8) dias. O diagnóstico mais evidente na prioridade 1 foi acidente vascular encefálico (AVE) com 17,8%; na prioridade 2, infarto agudo de miocárdio com 25% e na prioridade 3, AVE com 3,6%. Conclusões: pautados na classificação por prioridades parecem ser muito eficientes na triagem dos pacientes que terão maiores benefícios do suporte de terapia intensiva, melhorando a utilização dos recursos.
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