O cuidar da saúde para a mulher indígena haliti-paresí
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i3a22870p729-737-2018Palavras-chave:
Saúde da mulher, Saúde de populações indígenas, Processo saúde-doença, Enfermagem transcultural.Resumo
RESUMO
Objetivo: verificar como as mulheres indígenas definem e promovem saúde. Método: estudo qualitativo, descritivo-exploratório, com 12 mulheres indígenas Haliti-Paresí. Os dados foram produzidos a partir de entrevistas semiestruturadas. Para análise dos dados, utilizou-se a técnica de Análise de Conteúdo na modalidade Análise Temática, fundamentada na Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural. Resultados: identificou-se que as indígenas definem saúde como algo primordial que dá sentido ao viver e que vai além da dimensão biológica. Além disso, há uma articulação entre os saberes populares e biomédicos, com preferência aos saberes indígenas aplicados no interior da comunidade. Elas reconhecem que hábitos não saudáveis estão presentes no cotidiano indígena e demonstram preocupação buscando meios para promover a saúde da família. Conclusão: os valores culturais necessitam ser integrados à assistência para melhoria da saúde indígena, em uma perspectiva de construção de um novo paradigma para abordagem do processo saúde-doença. Descritores: Saúde da Mulher; Saúde de Populações Indígenas; Processo Saúde-Doença; Enfermagem Transcultural.
ABSTRACT
Objective: to verify how indigenous women define and promote health. Method: qualitative, descriptive-exploratory study with 12 Haliti-Paresí indigenous women. Data were produced through semi-structured interviews. The thematic Content Analysis technique was used to analyze the data, based on the Theory of Diversity and Universality of Cultural Care. Results: it was found that the natives define health as something primordial that gives meaning to life and goes beyond the biological dimension. In addition, there is a link between popular and biomedical knowledge, with a preference for indigenous knowledge applied within the community. They recognize that unhealthy habits are present in their daily life and show concern and seek ways to promote family health. Conclusion: cultural values need to be integrated into the assistance to improve indigenous health, from the perspective of building a new paradigm to approach the health-disease process. Descriptors: Women's Health; Health of Indigenous Populations; Health-Disease Process; Cross-Cultural Nursing.
RESUMEN
Objetivo: verificar como las mujeres indígenas definen y promueven la salud. Método: estudio cualitativo, descriptivo-exploratorio, con 12 mujeres indígenas Haliti-Paresí. Los datos fueron producidos a partir de entrevistas semi-estructuradas. Para análisis de los datos, se utilizó la técnica de Análisis de Contenido en la modalidad Análisis Temático, fundamentada en la Teoría de la Diversidad y Universalidad del Cuidado Cultural. Resultados: se identificó que las indígenas definen la salud como algo primordial que da sentido al vivir y que va más allá de la dimensión biológica. Además, hay una articulación entre los saberes populares y biomédicos, con preferencia a los saberes indígenas aplicados en el interior de la comunidad. Ellas reconocen que hábitos no saudables están presentes en el cotidiano indígena y demuestran preocupación buscando medios para promover la salud de la familia. Conclusión: los valores culturales necesitan ser integrados a la asistencia para mejorar la salud indígena, en una perspectiva de construcción de un nuevo paradigma para enfoque del proceso salud-enfermedad. Descriptores: Salud de la Mujer; Salud de las Poblaciones Indígenas; Proceso Salud-Enfermedad; Enfermería Transcultural.
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