Análise de fatores associados à prática da episiotomia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i4a231010p1046-1053-2018

Palavras-chave:

Episiotomia, Trabalho de Parto, Lacerações, Períneo, Enfermagem Obstétrica, Parto Normal.

Resumo

RESUMO

Objetivo: identificar os fatores que levam enfermeiros obstetras a realizarem uma episiotomia. Método: trata-se de uma revisão integrativa, com vistas a responder à questão norteadora << O que leva o enfermeiro obstetra a realizar uma episiotomia? >>. Para isso, realizou-se uma busca por evidências, entre 2005 a 2017, nas bases de dados LILACS e BDENF e na BIREME e SciELO, com os descritores: episiotomia, humanização da assistência e trabalho de parto, considerando os critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos. Foram selecionados 9 artigos posteriormente submetidos à leitura, análise e organizados em figuras para discussão através de um instrumento adaptado e validado por Ursi 2005. Resultado: foi possível verificar que a maioria dos estudos se referem à prática da episiotomia como intimamente ligada a primiparidade, rigidez perineal, macrossomia e prematuridade. Conclusão: a literatura evidenciou que os principais fatores que levam os enfermeiros obstetras a realizarem a episiotomia são: primiparidade, à rigidez perineal, macrossomia e prematuridade. Com isso, foi possível verificar que a episiotomia não previne lacerações de 3º e 4º grau e a mesma está relacionada diretamente com a dispareunia. Isso contribui para uma preocupação científica em instituir tecnologias que auxiliem na fisiologia do parto preservando a integridade corporal. Descritores: Episiotomia; Trabalho de Parto; Lacerações; Períneo; Enfermagem Obstétrica; Parto Normal.

ABSTRACT

Objective: to identify factors that lead obstetric nurses to perform an episiotomy. Method: this is an integrative review, with a view to respond to the question << What leads the obstetric nurse to perform an episiotomy? >>. To do this, a search for evidence was performed, from 2005 to 2017, in the databases LILACS, BDENF, BIREME and SciELO, with the descriptors: episiotomy, care humanization and labor, considering the inclusion and exclusion criteria pre-established. Nine articles were selected, subsequently read, analyzed and organized into figures for discussion by means of an instrument adapted and validated by Ursi 2005. Results: most studies refer to the practice of episiotomy as intimately linked to primiparity, perineal rigidity, macrosomia, and prematurity. Conclusion: The literature showed that the main factors that lead obstetric nurses to perform the episiotomy are: primiparity, perineal rigidity, macrosomia, and prematurity. The episiotomy does not prevent lacerations of third and fourth grade and directly relates to dyspareunia. This contributes to a scientific concern to establish technologies that assist in the physiology of childbirth while preserving the integrity of the body. Descriptors: Episiotomy; Obstetric; Lacerations; Perineum; Obstetric Nursing; Natural Childbirth.

RESUMEN

Objetivo: Identificar los factores que llevan los enfermeros obstétricos para realizar una episiotomía. Método: revisón integrativa, con miras a responder a la pregunta << Que lleva el enfermero obstétrico para realizar una episiotomía? >>. Para ello, realizamos una búsqueda de evidencias, de 2005 a 2017, en las bases de datos LILACS, BDENF, BIREME y SciELO, con los descriptores: episiotomía, humanización de la atención y trabajo de parto, mientras que los criterios de inclusión y exclusión pre-establecidos. Nueve artículos fueron seleccionados, sometidos posteriormente a la lectura, analizados y organizados en cifras para el debate por medio de un instrumento adaptado y validado por Ursi 2005. Resultados: Se pudo comprobar que la mayoría de los estudios se refieren a la práctica de la episiotomía como íntimamente ligada a primiparidad, rigidez perineal, macrosomía y prematuridad. Conclusión: La literatura mostró que los principales factores que conducen los enfermeros obstétricos para realizar la episiotomía son: primiparidad, la rigidez perineal, macrosomía y prematuridad. Con ello, fue posible verificar que la episiotomía no previene heridas de 3º y 4º grado y está directamente relacionada con la dispareunia. Esto contribuye a una preocupación científica para establecer tecnologías que ayudan a la fisiología del parto, preservando la integridad del cuerpo. Descriptores: Episiotomía; Trabajo de Parto; Laceraciones; Perineo; Enfermería Obstétrica; Parto Normal.

Biografia do Autor

Liniker Scolfild Rodrigues da Silva, Universidade de Pernambuco/UPE.

Especialista, Programa Uniprofissional em Enfermagem Obstétrica na modalidade Residência, Universidade de Pernambuco/UPE. Recife (PE), Brasil. E-mail: liniker_14@hotmail.com ORCID iD: http://orcid.org/0000-0003-3710-851X

Nadja Nayara Albuquerque Guimarães, Centro Universitário Maurício de Nassau/UNINASSAU.

Especialista, Saúde da Mulher, Centro Universitário Maurício de Nassau/UNINASSAU. Caruaru (PE), Brasil. E-mail: nayguimaraes_7@hotmail.com ORCID iD: http://orcid.org/0000-0002-4339-6338

Daniella Pontes Matos, Universidade Federal do Maranhão/UFMA.

Enfermeira (egressa), Universidade Federal do Maranhão/UFMA.  Imperatriz (MA), Brasil. E-mail:  daniella.matos@hotmail.com ORCID iD: http://orcid.org/0000-0003-0396-4940

Cristina Albuquerque Douberin, Universidade de Pernambuco/UPE e Universidade Estadual da Paraíba/UEPB.

Mestre em Enfermagem, Programa Associado de Pós-graduação em Enfermagem – Nível Mestrado Acadêmico, Universidade de Pernambuco/UPE e Universidade Estadual da Paraíba/UEPB. Recife (PE), Brasil. E-mail: cristinaadouberin@hotmail.com ORDIC iD:  http://orcid.org/0000-0003-0023-0036

Publicado

04/04/2018

Como Citar

RODRIGUES DA SILVA, Liniker Scolfild; GUIMARÃES, Nadja Nayara Albuquerque; MATOS, Daniella Pontes; DOUBERIN, Cristina Albuquerque. Análise de fatores associados à prática da episiotomia. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 12, n. 4, p. 1046–1053, 2018. DOI: 10.5205/1981-8963-v12i4a231010p1046-1053-2018. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/231010. Acesso em: 31 jul. 2026.

Edição

Seção

Revisão integrativa

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