Agentes comunitários de saúde: perfil sociodemográfico, condições laborais e hábitos de vida

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i6a231047p1648-1656-2018

Palavras-chave:

Agente Comunitário de Saúde, Saúde do trabalhador, Atenção Primária à Saúde, Enfermagem do Trabalho, Trabalhadores de Saúde, Condições Laborais.

Resumo

RESUMO

Objetivo: descrever o perfil sociodemográfico dos Agentes Comunitários de Saúde. Método: estudo epidemiológico, seccional com 400 trabalhadores. A coleta de dados ocorreu no local de trabalho. A análise foi realizada com o SPSS versão 22. Resultados: a maioria da população deste estudo é composta por mulheres (91,2%), média de idade de 46 anos, 46,3% se autodeclararam brancos, 57,5% eram casados/união estável e 65,3% com Ensino Médio completo; 43,6% foram considerados muito ativos, 89,8% tinham um baixo consumo de álcool e 94,3% apresentavam muito baixo grau de dependência do tabaco. Os profissionais iniciaram suas atividades laborais com menos de 20 anos (83,5%), 87,3% possuem apenas um emprego e 87,8% não trabalham no turno noturno. Quanto ao tempo de trabalho na Atenção Primária à Saúde, 41% têm de 11 a 15 anos e 99,3% recebem adicional de insalubridade. Conclusão: com a inserção desta nova categoria profissional na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, esses trabalhadores merecem atenção cada vez maior pelo trabalho que vem desempenhando nas comunidades, revelando um impacto positivo nos resultados obtidos. Descritores: Agente Comunitário de Saúde; Saúde do Trabalhador; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem do Trabalho; Trabalhadores de Saúde; Condições Sociais.

ABSTRACT

Objective: to describe the sociodemographic profile of Community Health Agents. Method: epidemiological study with 400 workers. Data collection occurred at the workplace. The analysis was performed with the SPSS version 22. Results: the majority of the study population was composed of women (91.2%), with a mean age of 46 years; self-declared whites (46.3%), married/common-law married (57.5%), and with complete secondary education (65.3%). A proportion of 43.6% were considered very active, 89.8% consumed alcohol in low levels and 94.3% had very low levels of tobacco dependence. The professionals had begun their work activities before the age of 20 (83.5%), 87.3% had only one job and 87.8% did not work the night shift. Regarding the time working in Primary Health Care, 41% had worked for 11 to 15 years, and 99.3% received hazard pay for unhealthy work conditions. Conclusion: the inclusion of this new professional category in Primary Health Care (PHC) in Brazil implies that these workers deserve increasing attention due to their work in communities, showing a positive impact on the results obtained. Descriptors: Community Health Agent; Worker's health; Primary Health Care; Occupational Health Nursing; Health Personnel; Social Conditions.

RESUMEN

Objetivo: describir el perfil sociodemográfico de los Agentes Comunitarios de Salud. Método: estudio epidemiológico, seccional con 400 trabajadores. La recolección de datos fue en el local de trabajo. El análisis fue realizado con el SPSS versión 22. Resultados: la mayoría de la población de este estúdio es compuesta por mujeres (91,2), media de edad de 46 años, 46,3% se autodeclararon blancos, 57,5% eran casados/unión estable y 65,3% con Enseñanza Media completa; 43,6% fueron considerados muy activos, 89,8% tenían un bajo consumo de alcohol y 94,3% presentaban muy bajo grado de dependencia al tabaco. Los profesionales iniciaron sus actividades laborales con menos de 20 años (83,5%), 87,3% poseen apenas un empleo y 87,8% no trabajan en el turno nocturno. Cuanto al tempo de trabajo en la Atención Primaria a la Salud, 41% tienne de 11 a 15 años y 99,3% reciben adicional de insalubridad. Conclusión: con la inserción de esta nueva categoría profesional en la Atención Primaria a la Salud (APS) en el Brasil, esos trabajadores merecen atención cada vez mayor por el trabajo que viene desempeñando en las comunidades, revelando un impacto positivo en los resultados obtenidos. Descriptores: Agentes Comunitarios de Salud; Salud del Trabajador; Atención Primaria a la Salud; Enfermería del Trabajo; Personal de Salud; Condiciones Sociales.

Biografia do Autor

Caio César Batista Andrade, Faculdade de Enfermagem/ Universidade Federal de Juiz de Fora

Enfermeiro Graduado pela Faculdade de Enfermagem (FACENF) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Mestre em Enfermagem pela FACENF da UFJF.

Heloisa Campos Paschoalin, Faculdade de Enfermagem/ Universidade Federal de Juiz de Fora

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora no Departamento Enfermagem Aplicada da FACENF e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Enfermagem pela FACENF da UFJF

Ana Inês Sousa, Escola de Enfermagem Anna Nery/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

Enfermeira. Doutora em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueira/Fundação Oswaldo Cruz. Professora Associada IV do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública, Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Enfermagem e Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Rosangela Maria Greco, Faculdade de Enfermagem/ Universidade Federal de Juiz de Fora

Enfermeira. Doutora em Saúde Pública. Professora Titular do Departamento Enfermagem Básica da FACENF, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Enfermagem da FACENF e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicinada UFJF

Geovana Brandão Santana Almeida, Faculdade de Enfermagem/ Universidade Federal de Juiz de Fora

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora no Departamento Enfermagem Aplicada da FACENF e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Enfermagem pela FACENF da UFJF

Publicado

06/02/2018

Como Citar

ANDRADE, Caio César Batista; PASCHOALIN, Heloisa Campos; SOUSA, Ana Inês; GRECO, Rosangela Maria; ALMEIDA, Geovana Brandão Santana. Agentes comunitários de saúde: perfil sociodemográfico, condições laborais e hábitos de vida. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 12, n. 6, p. 1648–1656, 2018. DOI: 10.5205/1981-8963-v12i6a231047p1648-1656-2018. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/231047. Acesso em: 29 jun. 2026.

Edição

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