Perfil epidemiológico e clínico da hanseníase em capital hiperendêmica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i6a234693p1507-1513-2018

Palavras-chave:

Hanseníase, Epidemiologia, Doenças Endêmicas, Avaliação de Programas de Saúde.

Resumo

RESUMO

Objetivo: descrever o perfil epidemiológico e clínico da hanseníase em capital hiperendêmica. Método: estudo quantitativo, descritivo, realizado em instituições de saúde que operacionalizam o PCH. Adaptou-se o instrumento para a coleta de dados com base nas informações contidas na ficha do Sistema de Informação de Agrafos de Notificação. O processamento e a análise dos dados foram realizados no programa Epi-Info, versão 7, e os resultados, apresentados em tabelas. Resultados: foram notificados 1.055 casos, dos quais 51,2% eram do sexo masculino, na faixa etária entre 21 a 40 anos (35,4%). Do total, 79,1% foram classificados como casos novos e 52,0%, detectados por demanda espontânea. A forma clínica predominante foi a dimorfa (58,8%) e, quanto à classificação operacional, 74,1% eram multibacilares. Conclusão: a ocorrência de hanseníase ainda é elevada, indica falha na qualidade das ações realizadas pelos profissionais de saúde, resulta no aumento da transmissibilidade da doença, na detecção tardia dos casos e no surgimento de incapacidades físicas. Várias medidas devem ser tomadas para o tratamento adequado. Essas contribuirão para o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção da doença. Descritores: Hanseníase; Epidemiologia; Doenças Endêmicas; Avaliação em Saúde; Saúde Pública; Enfermagem.

ABSTRACT

Objective: to describe the epidemiological and clinical profile of leprosy in hyperendemic capital. Method: quantitative, descriptive study performed at health institutions that operate the SHP. The instrument was adapted for the collection of data based on the information contained in the tab of the Notification Stapling Information System. The data processing and analysis were performed in the Epi-Info program, version 7, and the results, presented in tables. Results: 1,055 cases were reported, of which 51.2% were male, aged between 21 and 40 years (35.4%). Of the total, 79.1% were classified as new cases and 52.0%, detected by spontaneous demand. The predominant clinical form was dimorphism (58.8%) and, in terms of operational classification, 74.1% were multibacillary. Conclusion: the occurrence of leprosy is still high, indicates a failure in the quality of actions performed by health professionals, results in increased transmissibility of the disease, late detection of cases and the emergence of physical disabilities. Various measures should be taken for proper treatment. These will contribute to the early diagnosis, appropriate treatment and prevention of the disease. Descriptors: Leprosy; Epidemiology; Endemic Diseases; Health Evaluation; Public Health; Nursing.

RESUMEN

Objetivo: describir el perfil epidemiológico y clínico de la hanseniasis en capital hiperendémico. Método: estudio cuantitativo, descriptivo, realizado en instituciones de salud que operan el PCH. Se adaptó el instrumento para la recolección de datos con base en las informaciones contenidas en la ficha del Sistema de Información de ágrafos de notificación. El procesamiento y el análisis de los datos fueron realizados en el programa Epi-Info, versión 7, y los resultados, presentados en tablas. Resultados: se notificaron 1.055 casos, de los cuales (51,2%) eran del sexo masculino, en el grupo de edad entre 21 a 40 años (35,4%). Del total, el 79,1% fueron clasificados como casos nuevos y el 52,0%, detectado por demanda espontánea. La forma clínica predominante fue la dimorfa (58,8%) y, en cuanto a la clasificación operacional, el 74,1% eran multibacilares. Conclusión: la ocurrencia de hanseniasis todavía es elevada, indica falla en la calidad de las acciones realizadas por los profesionales de salud, resulta en el aumento de la transmisibilidad de la enfermedad, en la detección tardía de los casos y el surgimiento de incapacidades físicas. Varias medidas deben tomarse para el tratamiento adecuado. Estas medidas contribuirán al diagnóstico precoz, el tratamiento adecuado y la prevención de la enfermedad. Descriptores: Hanseniasis; Epidemiología; Enfermedades Endémicas; Evaluación em Salud; Salud Pública; Enfermería.

Biografia do Autor

Yara Nayá Lopes de Andrade Goiabeira, Universidade Federal do Maranhão UFMA DeVry/Facimp

Doutoranda pelo Programa de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Maranhão - UFMA. Mestra em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA. Graduada pela Universidade do Estado do Amazonas-UEA. Atua nas Linhas de Pesquisa: Epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Tecnologias. Atua como parte do Corpo Editorial da Revista Inespo. Consultora Ad hoc da Fundação de Aparo à Pesquisa do Estado do Amazonas - FAPEAM. Suas produções e interesses profissionais e em pesquisa estão voltados principalmente para os temas referente à saúde pública, atenção primária à saúde, promoção da saúde, avaliação em saúde, educação em saúde e doenças transmissíveis. Atualmente atua como docente no ensino superior na Instituição DeVry Brasil e como coordenadora de saúde no Departamento de Atenção Básica no município de Imperatriz - MA.

Isaura Letícia Tavares Palmeira Rolim, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (2008). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal do Maranhão, desenvolve atividades de ensino nos cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Enfermagem, Coordena o Mestrado Profissional da Rede Nordeste em Saúde da Família - RENASF, na Nucleadora UFMA. Desenvolve pesquisa nas áreas do Cuidado de Enfermagem, Doenças Transmissíveis, Sistemas de Linguagem Padronizadas e Processo de Enfermagem. É membro revisor de periódicos de Enfermagem. Membro da NANDA-I desde 2016 e da ABEn desde 2000.

Dorlene Maria Cardoso de Aquino, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Doutorado em Patologia Humana pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é professor de 3.º grau - Associado 1, Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão. Docente do Programa de Pós-graduação em Saúde do Adulto e da Criança (Mestrado), do Mestrado Acadêmico em Enfermagem e do Mestrado Profissional em Saúde da Família. Coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão. Pró-reitora de Extensão, Cultura e Empreendedorismo da Universidade Federal do Maranhão. Membro da Associação Brasileira de Enfermagem e da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Tem experiência na área de Enfermagem em Doenças Transmissíveis, com ênfase em hanseníase e leishmaniose. Membro do Núcleo de Pesquisa "Epidemiologia das Doenças Transmissíveis" .

Vanessa Moreira da Silva Soeiro, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Maranhão. Atuando no campo da saúde coletiva e atenção primária à saúde.

Antônio Sávio Inácio, Universidade do Estado do Amazonas - UEA

Acadêmico de Enfermagem pela Universidade do Estado do Amazonas - UEA. Estagiário do Laboratório de Habilidades, Simulação e Tecnologias de Cuidado de Saúde - LaHSim - UEA.

Rejane Christine de Sousa Queiroz, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

 Possui doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz (2009), linha de pesquisa em Avaliação de Serviços e tecnologia de Saúde; mestrado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz (2002), linha de pesquisa em Epidemiologia, especialização em Gestão em Saúde pela Universidade Federal do Maranhão (2003) e graduação em Odontologia pela Universidade Federal do Pará (1999). Atualmente é Professora Adjunta do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão, docente dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva e da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF). Foi professora da Universidade Federal do Pará e Universidade CEUMA. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase na área de Odontologia em Saúde Coletiva, Saúde da Família, Epidemiologia, Vigilância e Câncer de boca.

 

Publicado

06/02/2018

Como Citar

GOIABEIRA, Yara Nayá Lopes de Andrade; ROLIM, Isaura Letícia Tavares Palmeira; DE AQUINO, Dorlene Maria Cardoso; SOEIRO, Vanessa Moreira da Silva; INÁCIO, Antônio Sávio; QUEIROZ, Rejane Christine de Sousa. Perfil epidemiológico e clínico da hanseníase em capital hiperendêmica. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 12, n. 6, p. 1507–1513, 2018. DOI: 10.5205/1981-8963-v12i6a234693p1507-1513-2018. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/234693. Acesso em: 26 ago. 2026.

Edição

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