Qualidade de vida de pessoas afetadas pela hanseníase em município de alta endemicidade do Maranhão, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2024.261653Palavras-chave:
Hanseníase, Epidemiologia, Qualidade de vida, Doenças Negligenciadas, Doença InfectocontagiosaResumo
Objetivo: Analisar a qualidade de vida em pessoas afetadas pela hanseníase em município de alta endemicidade do Maranhão. Método: Estudo epidemiológico observacional transversal com indivíduos a partir de 18 anos, notificados em 2022, Pinheiro-MA, Brasil. Amostra não probabilística intencional com 18 casos. Coleta de dados: formulário - Casos de Hanseníase, Avaliação Neurológica Simplificada, Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI–BRA), prontuários, notificações, análise no Microsoft Excel® e Epi-Info. Resultados: Maiores frequências no sexo masculino, pardos, analfabetos, renda R$ 1.200,00 a 2.400,00, multibacilares, grau zero, sem história de hanseníase na família, tempo de doença menos de um ano. DLQI-BRA: comprometimento no sexo masculino, pretos, pardos, analfabetos, educação superior incompleta, renda R$ 1.200,00 a 2.400,00, multibacilares, grau II, com história de hanseníase na família, tempo de doença menos de um ano. Apenas 27,78% do escore sem alteração da qualidade de vida. Nas questões/domínios, os resultados mostram que todos os domínios foram afetados. Conclusão: Análise das condições sociodemográficas, clínicas e qualidade de vida das pessoas com hanseníase contribui no aprimoramento das ações de promoção, prevenção e tratamento. O incentivo às pesquisas envolvendo doenças negligenciadas com foco na atenção e gestão do cuidado na Estratégia Saúde da Família é fundamental.
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