ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA MORTALIDADE INFANTIL

Leandro Cardozo dos Santos Brito, Walana Érika Amâncio Sousa, Sara Ferreira Coelho, Haylla Simone Almeida Pacheco, Rômulo Dias Moreira, José Wilson Lira Júnior, Izabel Cristina da Silva Carvalho, Marcelo de Carvalho Filgueiras

Resumo


Objetivo: analisar a taxa de mortalidade infantil no Brasil, por regiões. Método: trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, retrospectivo, epidemiológico, transversal. Compôs-se a amostra por todos os nascidos vivos e óbitos de crianças menores de um ano registrados no SINASC e SIM, respectivamente. Obtiveram-se os dados por meio da plataforma digital DATASUS. Resultados: registraram-se 128.332 óbitos infantis na região Nordeste durante esse período, tendo como seus principais fatores a idade materna menor de 14 anos, mães sem escolaridade, gestações com duração de 22 a 27 semanas, crianças nascidas de parto vaginal, sexo masculino, cor/raça indígena, peso ao nascer menor que 999 gramas e baixa atenção à mulher na gestação. Conclusão: concluiu-se que grande parte dos óbitos infantis no Nordeste está ligada a causas maternas, evidenciando-se falha na assistência de saúde. Podem-se alterar esses números por meio de uma assistência pré-natal adequada, planejamento familiar e qualificação da promoção de saúde.


Palavras-chave


Mortalidade Infantil; Epidemiologia; Criança; Saúde Pública; Estudos Transversais; Fatores de Risco

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DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963.2021.244656



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