Qualidade de vida de profissionais de enfermagem brasileiros na pandemia de COVID-19 e fatores associados

Autores

  • Elucir Gir Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3757-4900
  • Ana Cristina de Oliveira e Silva Docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). João Pessoa, Paraíba, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8605-5229
  • Andressa Silva Torres dos Santos Doutoranda em Enfermagem no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental (PPGEF) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7142-911X
  • Renata Karina Reis Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0681-4721
  • Wynne Pereira Nogueira Doutoranda em Enfermagem no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba (PPGENF/UFPB). João Pessoa, Paraíba, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7492-7939
  • Mayra Gonçalves Menegueti Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7955-4484

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963.2024.259263

Palavras-chave:

Qualidade de Vida, Profissionais de Enfermagem, COVID-19, Riscos Ocupacionais, Fatores Desencadeantes

Resumo

Objetivo: analisar a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem nas regiões brasileiras durante a pandemia de COVID-19 e seus fatores associados. Método: estudo transversal analítico, realizado entre outubro e dezembro de 2020, com 9.039 profissionais de enfermagem do Brasil, através de questionário virtual contendo variáveis sociodemográficas, como sexo, estado conjugal e religião, laborais, como categoria profissional, setor de atuação, disponibilidade de Equipamento de Proteção Individual, vivência pessoal do profissional com diagnóstico de COVID-19, isolamento familiar e perda de sono, além da variável desfecho qualidade de vida. Foram utilizados, no software estatístico R, teste qui-quadrado, teste exato de Fisher e regressão logística. Resultados: os participantes indicaram, nas regiões Nordeste e Norte, melhora da qualidade de vida, enquanto que, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, piora. Observou-se, em todas as regiões, uma associação entre a qualidade de vida e alterações de sono e não recebimento de Equipamento de Proteção Individual suficiente e/ou de boa qualidade, apresentando, nesses casos, chances reduzidas para a melhoria da qualidade de vida. Conclusão: a pandemia de COVID-19 afetou a qualidade de vida nas regiões brasileiras de diversas maneiras. Fatores pessoais e institucionais foram os principais responsáveis pela redução na melhoria da qualidade de vida.

Biografia do Autor

Elucir Gir, Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil.

Enfermeira, graduada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (1981), Especialização em Educação Sexual pelo Centro Universitário Fundação Santo André (1995), Mestrado (1988) e Doutorado em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (1994). Professora Titular junto ao Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, desde 2004. 

Ana Cristina de Oliveira e Silva, Docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Enfermeira, graduada pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB (2002), especialização em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (2003) e em Auditoria na área da saúde e Formação Pedagógica na Área de Saúde pela FIOCRUZ (2005), mestrado em Enfermagem em Saúde Pública pela UFPB (2006) e doutorado em ciências pela Universidade de São Paulo. Professor adjunto da UFPB junto ao ao Departamento de Enfermagem Clínica, desde 2008. 

Andressa Silva Torres dos Santos, Doutoranda em Enfermagem no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental (PPGEF) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil.

Enfermeira , graduada pela Universidade Federal Fluminense (2019), especialização em Enfermagem em UTI Neonatal e Pediátrica pelo Centro Universitário FAVENI (2021). Doutoranda em Ciências pelo Programa de Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, desde 2020. 

Renata Karina Reis, Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil.

Enfermeira, graduação (2001), Especialização em Enfermagem em Infectologia (2003), Mestrado (2004) e Doutorado (2008) em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Professora associada junto ao Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, desde 2012. 

Wynne Pereira Nogueira, Doutoranda em Enfermagem no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba (PPGENF/UFPB). João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Enfermeira, graduação (2007) e mestrado pela Universidade Federal da Paraíba (2020). Doutoranda em Enfermagem no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba, desde 2020.

Mayra Gonçalves Menegueti, Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil.

Enfermeira, graduada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2005), Especialização em Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente pela FIOCRUZ (2020), Mestrado (2014) e Doutorado em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2018). Professora junto ao Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, desde 2018.

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Publicado

10/03/2024

Como Citar

GIR, Elucir; SILVA, Ana Cristina de Oliveira e; SANTOS, Andressa Silva Torres dos; REIS, Renata Karina; NOGUEIRA, Wynne Pereira; MENEGUETI, Mayra Gonçalves. Qualidade de vida de profissionais de enfermagem brasileiros na pandemia de COVID-19 e fatores associados. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 18, n. 1, 2024. DOI: 10.5205/1981-8963.2024.259263. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/259263. Acesso em: 26 jul. 2026.

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