Risco de quedas na pessoa idosa e a relação com interações medicamentosas
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2025.263309Palavras-chave:
Acidentes por Quedas , Interações Medicamentosas, Uso de Medicamentos, Envelhecimento, Saúde do IdosoResumo
Objetivo: avaliar o risco de quedas na pessoa idosa e a relação com interações medicamentosas. Método: estudo transversal com 117 idosos conduzido em um ambulatório na cidade de São Paulo entre março e novembro de 2019. A obtenção dos dados ocorreu por meio de entrevista com aplicação de um formulário sociodemográfico e clínico, além da escala de risco de queda (Fall Risk Score). As interações medicamentosas foram verificadas pela base de dados Drugs.com. Para comparar as frequências do risco de quedas com as interações medicamentosas, aplicou-se teste da Razão de Verossimilhança e Exato de Fisher (p≤0,05). Para verificar o modelo de regressão simples e múltipla, utilizou-se método de seleção Forward, com intervalo de confiança de 95%. Resultados: a pessoa idosa possui 88% (p=0,0488) de risco de quedas em relação às interações medicamentosas na categoria leve, e 90% (p<0,0001) de risco de quedas em relação às interações medicamentosas moderadas. O risco de quedas apresentou melhor associação com a categoria moderada das interações medicamentosas (p=0,0001). Conclusão: o risco de quedas apresentou alta probabilidade em relação às interações medicamentosas na categoria moderada. É importante, pois, direcionar cuidados para adequar a terapêutica medicamentosa e organizar a prescrição dos fármacos de forma a reduzir as reações adversas.
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