Escalas de avaliação de dor: processo de implantação em uma unidade de terapia intensiva pediátrica

Autores

  • Larissa Domingas Grispan e Silva
  • Laís da Silva Lima Universidade Estadual de Londrina
  • Mauren Teresa Grubisich Mendes Tacla Universidade Estadual de Londrina
  • Rosângela Aparecida Pimenta Ferrari Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v8i4a9753p857-863-2014

Palavras-chave:

Unidade de terapia intensiva pediátrica, Criança hospitalizada, Medição da dor.

Resumo

RESUMO

Objetivo: avaliar a aplicação de duas escalas de dor e identificar uma delas para a implantação em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. Método: estudo descritivo de abordagem quantitativa. Os participantes foram 11 membros da equipe de enfermagem que utilizaram as escalas de dor e, simultaneamente, preencheram um questionário com informações sobre clareza, compreensão, dificuldade, tempo de uso e opinião pessoal de qual seria a escala ideal para utilização na unidade. Os dados foram analisados e apresentados em porcentagens simples em tabelas. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, CAEE no 0145.0.268.000-10. Resultados: a escala FLACC (um acrônimo para: Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) foi considerada a mais adequada em relação à clareza e ao tempo de aplicação quando comparada à COMFORT-B, além de melhor compreendida por 63,6% dos participantes. Conclusão: avaliando as duas escalas, identificou-se a FLACC como escala viável para implantação na UTIP. Descritores: Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica; Criança Hospitalizada; Medição da Dor.

ABSTRACT

Objective: evaluating the application of two pain scales and identify one of them for implementation in a pediatric intensive care unit. Method: a descriptive study with a quantitative approach. The participants were 11 members of the nursing team who used pain scales simultaneously and completed a questionnaire with information on clarity, understanding, difficulty, time use and personal opinion of what would be ideal for use at the unit level. The data were analyzed and presented in simple percentages in tables. The research project was approved by the Research Ethics Committee, CAEE n. 0145.0.268.000-10. Results: FLACC scale (an acronym for: Face, Legs, Activity, Cry, Consolability) was considered the most appropriate for clarity and application time compared to the COMFORT-B, beyond being better understood by 63,6% of the participants. Conclusion: evaluating the two scales, it was identified FLACC as a viable scale for deployment in the PICU. Descriptors: Pediatric Intensive Care Units; Hospitalized Child; Pain Measurement.

RESUMEN

Objetivo: evaluar la aplicación de dos escalas de dolor e identificar a uno de ellos para su implementación en una unidad de terapia intensiva pediátrica. Método: estudio descriptivo, con enfoque cuantitativo. Los participantes fueron 11 miembros del equipo de enfermería que utilizaron escalas de dolor al mismo tiempo y completaron un cuestionario con información sobre la claridad, la comprensión, la dificultad, el uso del tiempo y la opinión personal de lo que sería ideal para su uso a nivel de unidad. Los datos fueron analizados y presentados en porcentajes simples en tablas. El proyecto de investigación fue aprobado por el Comité de Ética de Investigación, CAEE no 0145.0.268.000-10. Resultados: la escala FLACC (un acrónimo de: cara, las piernas, la actividad, lloro, consuelo) fue considerada la más adecuada en relación a la claridad y al tiempo de aplicación en comparación con el COMFORT -B, además de mejor comprendida por el 63,6 % participantes. Conclusión: la evaluación de las dos escalas, se identificó como la escala viable FLACC para el despliegue en la UCIP. Descriptores: Unidades de Cuidados Intensivos Pediátricos; Niño Hospitalizado; Medición de Dolor.

Biografia do Autor

Larissa Domingas Grispan e Silva

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (2007), especialização em Enfermagem com Ênfase em Pediatria pela Faculdade Pequeno Príncipe(2009) e especialização em enfermagem em saúde da criança pela UEL – residência (2010). 

Laís da Silva Lima, Universidade Estadual de Londrina

Enfermeira graduada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Residente de Saúde da Criança pela UEL

Mauren Teresa Grubisich Mendes Tacla, Universidade Estadual de Londrina

Possui graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual de Londrina (1980), especialização em Enfermagem Pediátrica pela UNIFESP (1982), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (2000) e doutorado em Enfermagem em Saúde Pública, sub-área Saúde da Criança, pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo (2006). Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem Pediátrica, atuando principalmente nos seguintes temas: dor, aleitamento materno, metodologias ativas de aprendizagem, cuidado à criança hospitalizada, ensino de enfermagem

Rosângela Aparecida Pimenta Ferrari, Universidade Estadual de Londrina

Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP), Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva sob orientação da Prof. Dra. Maria Rita Bertolozzi. Concluiu o Mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Londrina em 2004. De 1992 a 2000 atuou como enfermeira nos Centros de Terapia Intensiva Neonatal, Pediátrica e Adulto, Unidades de Urgência e Emergência e no Serviço de Hemodinâmica. Atua como docente da área da Saúde da Criança e do Adolescente no Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina desde 1996. Publicou 33 trabalhos em anais de eventos. Possui 3 capítulos de livro publicados. Possui 90 itens de produção bibliográfica. Participou de 184 eventos no Brasil entre 1992 e 2006. Coordenou 4 projetos de pesquisa. Atua na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem em Saúde da Criança e do Adolescente. Em suas atividades profissionais interagiu com 92 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Em seu currículo lattes os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: atenção integral à saúde da criança e do adolescente, prevenção, educação em saúde, assistência de enfermagem

Publicado

01/31/2014

Como Citar

E SILVA, Larissa Domingas Grispan; LIMA, Laís da Silva; TACLA, Mauren Teresa Grubisich Mendes; FERRARI, Rosângela Aparecida Pimenta. Escalas de avaliação de dor: processo de implantação em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 8, n. 4, p. 857–863, 2014. DOI: 10.5205/1981-8963-v8i4a9753p857-863-2014. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/9753. Acesso em: 25 jun. 2026.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)