Práxis dos projetos de extensão agroecológicos realizados nas instituições de ensino superior do estado de Goiás
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2023.253540Palavras-chave:
campesinato, extensão universitária, extensão rural, política pública pedagógicaResumo
Este artigo apresenta o movimento da práxis transformadora dos projetos de extensão derivados das políticas públicas agroecológicas e pedagógicas (PPAP), no caso específico, a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER), na estrutura física e humana das Instituições de Ensino Superior (IES) do estado de Goiás. Os projetos são ferramentas de operacionalização das PPAP, que usaram e transformaram as estruturas das IES na construção de processos formativos e investigativos de base agroecológica para atender a formação dos profissionais e o desenvolvimento de tecnologias direcionadas para a classe camponesa. Dessa forma, os projetos desenvolvidos pelas IES trouxeram para a extensão universitária e para cursos de graduação referenciais de metodologias participativas, como a dialogicidade, o apoio às comunidades tradicionais e assentadas, e práticas agroecológicas. A pesquisa foi realizada por meio da análise dos dados disponibilizados pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico (CNPq), de editais, projetos e relatórios executados entre 2005 a 2018 no estado de Goiás. Como resultado, os projetos permitiram a criação de grupos e núcleos de pesquisas e extensão dentro das IES, o estabelecimento de grupos de assessoria e extensão rural nos Territórios Rurais, a criação de Centros Vocacionais de Treinamento em Agroecologia, grupos de estudos, área de experimentação de técnicas agroecológicas, publicações, alteração na estrutura física das IES com o abastecimento de instrumentos eletrônicos, ferramentas, veículos, bem como a criação da Rede Agroecológica do Centro-Oeste. Essas são evidências da práxis construída pelos projetos voltados para a reprodução social camponesa nas IES do estado de Goiás
Referências
BRASIL. Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário-Secretaria da Agricultura Familiar, 2013.
BRASIL. Lei nº 12.188 de 11 de janeiro de 2010. Institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária - PNATER e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária - PRONATER, altera a Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 11 jan. 2010. Disponível em: < portal.mda.gov.br/o/6421940> Acesso em: 11 nov. 2016
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Secretaria da Agricultura Familiar. Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural. Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Brasília: MDA, 2007.
BRASIL. Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Brasília: Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 24 jul. 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11326.htm Acesso em: 11 nov. 2016
CAPORAL, F. R. Superando a Revolução Verde: a transição agroecológica no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. In: CAPORAL, F. R.; COSTABEBER, J. A. Agroecologia e extensão rural: contribuições para a promoção do desenvolvimento rural sustentável. Brasília: MDA, 2004. p. 121- 137.
CAPORAL, F. R.; RAMOS, L. F. Da extensão rural convencional à extensão rural para o desenvolvimento sustentável. In: MONTEIRO, D. C. C.; MONTEIRO, M. A. (Orgs.). Desafios na Amazônia: uma nova assistência técnica e extensão rural. Belém, Editora da UFPA: NAEA, 2006, p. 27-50.
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO (CNPq). Edital MCT/CNPq/MDA/SAF/MDS/SESAN- Nº 36/2007. Seleção Pública de Propostas para Apoio a Projetos de Extensão Tecnológica Inovadora para Agricultura Familiar, Brasília: 2007. Disponível em: < http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/docs/036_2007.pdf>. Acesso em 04 ago. 2007
DIAS, M. M. Extensão rural para agricultores assentados: uma análise das boas intenções propostas pelo “serviço de Ates”. Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, v. 21, n. 3, p. 499- 543, set./dez. 2004.
DICIONÁRIO ONLINE DA LÍNGUA PORTUGUESA. Práxis. Disponível em: https://www.dicio.com.br/praxis/ Acesso em 11 jan. 2022
FORPROEX. Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Política Nacional de Extensão Universitária. Santa Catarina: Imprensa Universitária (UFSC), 2015. 68 p. Disponível em: https://proex.ufsc.br/files/2016/04/Pol%C3%ADtica-NacionaldeExtens%C3%A3o-Universit%C3%A1ria-e-book.pdf Acesso em 12 fev. 2019.
MARTINS, José de Souza. Os camponeses e a política no Brasil. 5 ed. Petrópolis: Vozes, 1995. 125p.
MEDINA, Gabriel. Potencial de adoção de novas práticas por agricultores familiares: lições do assessoramento técnico para a transição agroecológica. In: Agricultura Familiar em Goiás: lições para o assessoramento técnico. Org. Gabriel Medina. 4. Ed. Goiânia: Editora UFG, 2018. p. 203- 228
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira. Resolução n. 7, de 18 de dezembro de 2018. Resolução CNE/CES 7/2018. Diário Oficial da União, Brasília, 19 de dezembro de 2018, Seção 1, pp. 49 e 50. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=104251- rces007- 18&category_slug=dezembro-2018-pdf&Itemid=30192 Acesso em 22 fev. 2019.
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO. Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – PRONATER. Brasília: 2005. 19 p. Disponível em: http://www.cpac.embrapa.br/publico/usuarios/uploads/nap/orientacoes/09_mda_programa_na cional _de_assistencia_tecnica_e_extensao_rural.pdf Acesso em 22 fev.2019
MOURA, Iracema Ferreira de. Antecedentes e Aspectos Fundantes da Agroecologia e da Produção Orgânica na Agenda das Políticas Públicas no Brasil. In: A política nacional de agroecologia e produção orgânica no Brasil: uma trajetória de luta pelo desenvolvimento rural sustentável. Orgs. Regina Helena Rosa Sambuichi et al. Brasília: Ipea, 2017. 463 p. Disponível em: https://www.agroecologia.org.br/wp-content/uploads/2017/09/144174_politicanacional_WEB.pdf Acesso em 22 fev. 2019
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Modo de Produção Capitalista, Agricultura e Reforma Agrária. São Paulo: Labur Edições, 2007. 184 p.
PAULINO, Eliane Tomiasi; ALMEIDA, Rosemeire Almeida. Terra e Território: a questão camponesa no capitalismo. Cidade: Expressão Popular, 2010. 237 p.
TEIXEIRA NETO, Antônio. Estrutura Fundiária do Estado de Goiás – 2003. Boletim Goiano de Geografia. Goiânia, v. 31, n. 2, p. 129-160, jul./dez. 2011. Disponível em: https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/16850. Acesso em: 11 jan 2022
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Mariza Souza Dias

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à REVISTA DE GEOGRAFIA da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d) Os conteúdos da REVISTA DE GEOGRAFIA estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
No caso de material com direitos autorais a ser reproduzido no manuscrito, a atribuição integral deve ser informada no texto; um documento comprobatório de autorização deve ser enviado para a Comissão Editorial como documento suplementar. É da responsabilidade dos autores, não da REVISTA DE GEOGRAFIA ou dos editores ou revisores, informar, no artigo, a autoria de textos, dados, figuras, imagens e/ou mapas publicados anteriormente em outro lugar.