A EDUCAÇÃO DOS EX-RITMISTAS DA BATERIA MIRIM DA ESCOLA DE SAMBA GIGANTE DO SAMBA: HISTÓRIAS E MEMÓRIAS

Paulo Roberto Pergentino das Candeias, Laudiélcio Ferreira Maciel da Silva, Edílson Fernandes de Souza

Resumo


INTRODUÇÃO: O presente trabalho é parte de um estudo maior de pós-graduação, em nível mestrado acadêmico, vinculado ao núcleo de teoria e história da educação, do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Tem como objetivo central identificar quais histórias e memórias da educação resguardam os ex-ritmistas da bateria mirim da escola de samba Gigante do Samba. A escola Gigante do Samba por sua vez foi fundada em 16 de março de 1942, ou seja, há mais de 74 anos. Nesse percurso histórico, pudemos constatar que a escola mudou de endereço cinco vezes, mas nunca se distanciando do bairro de Água Fria (Bairro da zona Norte do Recife), lugar onde a Gigante nasceu. Atualmente a Gigante tem sua sede carnavalesca situada na Rua das Crianças, 63 - Bomba do Hemetério, Recife – PE. Entre as atividades desempenhadas pela escola ao longo de sua existência está à preparação da bateria mirim, atualmente comandada por dois voluntários, ex-ritmistas da bateria mirim e ritmistas da bateria adulto da escola. Achamos prudente, nesse momento, ressaltar que nossa aproximação com o tema se deu a partir da leitura de um trabalho do professor Dr. Edílson Fernandes de Souza (Docente da Universidade Federal de Pernambuco), direcionado ao XVI Simpósio Internacional Processos Civilizadores; intitulado samba e civilização. Podemos assumir que foi a partir dessa leitura que conhecemos um novo “samba”. Assim, passamos a ter um olhar especial pela escola de samba enquanto instituição de educação não-formal, e por ocasião desse fato decidimos ir além. A eleição da escola Gigante do Samba como campo de pesquisa se deu pelo fato de a mesma ser uma das escolas mais antigas ainda em atividade, detentora de um espaço fixo para desenvolvimento de suas atividades e ter pessoas que foram iniciadas na bateria mirim e que ainda hoje participam das atividades da escola. Considerando que a instituição escola de samba seja talvez um espaço não-formal de educação, buscamos nos aproximar de alguns autores, para Brandão (2013:9), “Não há uma forma única nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor”. Ainda sobre a educação não-formal, nos ensina Gohn (2009:28), “As práticas da educação não formal se desenvolvem usualmente extramuros escolares”. A relevância social e acadêmica do nosso estudo se solidifica a partir do momento que se propõe investigar a existência da educação em outros espaços e instituições que não seja a escola. Mas que educação é essa? A educação pode também ser construída em uma escola de samba?  Essas são algumas perguntas que nosso estudo tentará responder.

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Referências


BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 57. ed. São Paulo: Brasiliense, 2013. GOHN, Maria da Glória. Educação não formal, educador (a) social e projetos sociais de inclusão. Meta: avaliação, p. 28-43.

MONTENEGRO, Antônio Torres. História oral e memória: a cultura popular revisitada. São Paulo, Contexto, 2010.

THOMPSON, Paul Richard. A voz do passado: História Oral. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)