A REFLEXÃO SOBRE AS REGRAS MORFOLÓGICAS DA ORTOGRAFIA PORTUGUESA A PARTIR DE JOGOS DIDÁTICOS

Tarciana Pereira da Silva Almeida, Artur Gomes de Morais

Resumo


Apropriar-se do sistema de escrita alfabética exige dos alunos um grande esforço cognitivo. Nessa tarefa, eles passam por diferentes etapas, até chegar à hipótese alfabética (FERREIRO; TEBEROSKY, 1986). Chegando a essa hipótese, o aprendiz se depara com outras dificuldades, já que a escrita não é tão simples: uma mesma letra pode apresentar diferentes sons, ou um mesmo som pode ser escrito com letras diferentes! Para que o aprendiz escreva conforme a norma ortográfica ele precisa refletir sobre as regularidades e irregularidades da norma ortográfica (MORAIS, 1998, 1999). As regularidades ele pode compreender, pois há uma lógica por trás das regras ortográficas; já as irregularidades, prescindem da memorização ou uso de instrumentos que o auxiliem na escrita, tais como o dicionário, listas de palavras, etc. Para que a criança avance em seu conhecimento sobre a norma ortográfica, julgamos que a escola deve auxiliá-la, tratando a ortografia como um objeto de conhecimento, através de um ensino sistemático da norma, mas não se percebe um investimento no ensino da mesma. Diante disso, surgiu nosso questionamento? Será que um ensino reflexivo e sistemático com uso de jogos ajuda a promover o aprendizado sobre as regras morfológicas? Diante desse questionamento, nosso objetivo de pesquisa foi acompanhar o aprendizado de regras ortográficas de tipo morfológico por alunos de 4ºs anos que participaram de sessões de ensino com uso de jogos ortográficos. Nesse caso, as regras trabalhadas eram relacionadas aos sufixos derivacionais ÊS/EZ e ESA/EZA. Esse trabalho surgiu a partir de uma pesquisa anterior, na qual se evidenciou que os jogos ortográficos podem contribuir para a aprendizagem de regras contextuais (ALMEIDA, 2013) e sua relevância está em investigar o uso desse material didático no ensino de outro tipo de regras, as morfológicas, já que não encontramos, em língua portuguesa, pesquisas que tratassem de tal questão.

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Referências


ALMEIDA, Tarciana Pereira da Silva. A Relação entre a mediação docente e o desempenho ortográfico de alunos participantes de jogos de ortografia . UFPE: Recife, 2013 Dissertação de Mestrado.

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.

MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. _____, Artur Gomes de. Ortografia como objeto de reflexão: quando o ensino ajuda o aprendiz a explicitar seus conhecimentos sobre a norma. 21ª Reunião Anual da ANPED. Caxambu, setembro, 1999.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)