AMOR PELAS IMAGENS: CINEMA-EXPERIÊNCIA OU MODOS DE HABITAR A EDUCAÇÃO

Thiago dos Santos Antunes da Silva, Maria Thereza Didier de Moraes

Resumo


Abrir não é um gesto simples. Este, portanto, é o movimento que queremos com e nesse texto. A criação de uma fenda, de um espaço que, colocadas as palavras e imagens, possa ceder lugar para o pensamento, para uma intuição. Para chegar neste ensaio, muitas imagens foram vistas, muitas poesias e textos foram lidos, contudo, o que move é o ardor por pensar como o cinema se relaciona com a vida em suas mais diversas dimensões, incluindo, principalmente, a educação. É assim que propomos o ensaio aqui escrito: tentando inundar a linguagem acadêmica (da qual estamos, feliz ou infelizmente, impregnados) com a linguagem poética, mantendo a porosidade de uma imagem aberta. Um desejo, enfaticamente, ético e estético de quem acredita na possibilidade das educações e imagens terem relação com a vida das pessoas. A educação que temos conhecido pelas mãos de professores (no sentido mais belo da palavra) será aqui colocada na figura do muxarabi: com seus nuances, sombras, contrastes, formas diversas e movimentos constantemente imprecisos. Nesse sentido, para nós, longe da tentativa de didatizar, instrumentalizar e utilizar o cinema na educação, ou mesmo de ensinar às técnicas do cinema, às formas de olhar e às possibilidades leitura de filmes, que em suma culminam numa pedagogização do cinema, gostaríamos de sugerir um gesto parecido com cinematizar a pedagogia, pois, acreditamos que a possibilidade de arejar a sala cinzenta da pedagogia e levantar uma cortina de poeira nos permitirá ver ou ficcionalizar outros modos possíveis de habitar a educação. Assim, questionamos, para título da feitura desta pesquisa, se o cinema pode tornar-se uma experiência na qual as pessoas encontrem ferramentas para narrarem suas histórias. Portanto, almejamos, como objetivo, pensar a possibilidade do cinema se constituir como uma experiência que permita a criação de narrativas sobre as histórias das pessoas. Interessados, ainda, em conhecer algumas das possibilidades e dos modos de operar do cinema na educação, perceber como as pessoas veem a relação entre o cinema e a formação pessoal e proporcionar um espaço para as narrativas de cinéfilos.

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Referências


CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs. São Paulo: Editora 34, 2012.

DELEUZE, Gilles. Conversações. São Paulo: Editora 34, 2013.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Quando as imagens tocam o real. Pós: Belo Horizonte, v. 2, n. 4, p. 204-219, nov. 2012.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)