AS RELACOES DE GÊNERO NOS DESENHOS ANIMADOS INFANTIS – POR TRÁS DOS PODERES: UMA ANÁLISE DO DESENHO “AS MENINAS SUPERPODEROSAS”

Jéssica Ribeiro de Oliveira, Caroline Leite Borges de Oliveira, Natian Carolina Barbosa da Silva, Mikaela da Silva Vieira, Rosângela Tenório de Carvalho

Resumo


Este trabalho tem como foco a análise das relações de gênero do desenho animado infantil “As Meninas Super Poderosas” na ótica do movimento de contracultura. As Meninas Super Poderosas é um desenho criado por Craig McCraken, produzido pela Cartoon Network nos Estados Unidos, lançado no final dos anos 90 e início dos anos 2000, ganhando um reboot no ano de 2016. Entretanto, para analisarmos o discurso implícito do desenho animado infantil, precisamos buscar na teoria as relações estabelecidas entre a mídia e sua influência cultural. A partir da década de 50, com a popularização do rádio, o currículo que antes era relacionado à apenas textos escritos, passa a não ser mais exclusividade da escola. A veiculação da cultura pelos meios de comunicação de massa, apesar de gerar uma maior visibilidade de expressões culturais de grupos dominados, desencadeou também um predomínio de formas dominantes com objetivo de homogeneizar os padrões da cultura. Isto fica evidente com o que diz Silva “A cultura é um campo de produção de significados no qual os diferentes grupos sociais, situados em posições diferentes de poder, lutam pela imposição de seus significados à sociedade mais ampla.” (SILVA, 2005, p.133-134).

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Referências


BELLONI, M.L. O que é mídia-educação. Campinas, SP: Autores associados, 2001. GIROUX, Henry A. Os filmes da Disney são bons para seus filhos?. In: STEINBERG, Shirley R; KINCHELOE, Joe L. (org.). Cultura infantil: a construção corporativa de infância. 2. Ed. Trad. George Japiassú Bricio. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2004, p.87-108. LAURETIS, Teres de. “A Tecnologia do gênero”. In: Tendências e Impasses. O feminismo como criticada cultura. TJ, Rocco, 1994. SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)